Da Boca Pra Fora

Este site destina-se a orientar as pessoas sobre temas de odontologia. Curiosidades, dicas e informações importantes relativas a este assuntto

17/4/07

BOCA SECA … Fique por dentro!!!

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Provavelmente, todo mundo já deve ter sentido a boca seca pelo menos uma vez na vida, como em um momento de stress ou ansiedade. Isto é absolutamente normal. No entanto, existem pessoas que sentem a boca seca constantemente, apresentando grande desconforto e redução na qualidade de vida. Na grande maioria das vezes, esta sensação de boca seca (chamada de xerostomia) é o resultado de uma diminuição da quantidade de saliva (hipossalivação), mas é possível que haja apenas uma alteração na sua composição.

Qual a composição da saliva?

A saliva é composta por 99,5% de água. O restante é constituído por íons (cálcio, fósforo, flúor, zinco etc.) e várias proteínas, entre elas enzimas e imunoglobulinas (anticorpos).

Qual a função da saliva?

A grande concentração de água presente na saliva lhe confere uma das suas principais funções, que é logicamente a de umidificar a mucosa da boca e orofaringe (garganta), como também os alimentos, facilitando a mastigação e a deglutição. No entanto, essas não são suas únicas funções.

A saliva impede o atrito entre a mucosa oral e outras estruturas (como dentes, próteses e alimentos) durante a mastigação e a fala. Isto acontece pela ação das proteínas chamadas mucinas que fazem a lubrificação das estruturas da boca e orofaringe. Além disso, a saliva é importante para o paladar e auxilia no início da digestão dos alimentos, pela ação de enzimas, como a amilase salivar (ptialina) que quebra o amido em glicose.

Uma outra característica da saliva é a prevenção de infecções, já que ela apresenta vários componentes (como enzimas e anticorpos) com ação contra bactérias, vírus e fungos. A própria ação mecânica do fluxo salivar remove microorganismos e restos alimentares, fazendo uma “lavagem” da boca. A saliva também tem propriedades cicatrizantes.

Outra importante função é a neutralização dos ácidos formados a partir da fermentação de carboidratos pelas bactérias que causam a cárie. A saliva, portanto, tem uma função de proteção dos dentes contra a cárie.

Quais as causas da diminuição da salivação?

Existem várias doenças ou condições que podem reduzir temporariamente ou de forma permanente o fluxo salivar:

1) Uso de medicamentos
2) Baixa ingestão de líquidos
3) Stress emocional
4) Ansiedade
5) Consumo de drogas
6) Diabetes
7) Síndrome de Sjögren
8) Radioterapia para tratamento de câncer de cabeça e pescoço
9) Infecção pelo HIV (vírus da AIDS)
10) Infecção pelo HCV (vírus da hepatite C)
11)  Fumo e álcool
12) Tipo de dieta alimentar
13) Etc.

Quais as conseqüêncas da diminuição da salivação?

A diminuição da quantidade da saliva pode causar:
1) Sensação de boca seca
2) Halitose (mau hálito)
3) Dificuldade para falar, mastigar e engolir os alimentos e a própria saliva
4) Necessidade de ingerir líquidos durante a alimentação
5) Dificuldade para sentir o gosto dos alimentos
6) Gosto amargo na boca
7) Saliva viscosa, espessa ("grossa") e espumosa
8) Sensação de ardência na boca, principalmente na língua
9) Língua com fissuras ("rachada") e com atrofia das papilas (lisa, "careca")
10) Dificuldade para usar próteses dentárias
11) Ulcerações (feridas) freqüentes
12) Maior tendência a infecções orais, como cáries, candidíase (um tipo de infecção fúngica)
13) Lábios ressecados
14) Sensação de pigarro e garganta seca
15) Etc.

Qual o tratamento para a diminuição da salivação?

Primeiramente, é necessário um bom exame clínico e a realização da sialometria, que é um exame que mede a quantidade de saliva, para que seja avaliado o grau de diminuição salivar. A partir desses dados, é escolhido o tratamento mais adequado. O aumento da produção de saliva pode ser conseguido através de técnicas para estimulação salivar e uso de medicamentos. Há ainda a possibilidade de usar substitutos da saliva. Se a causa for o uso de algum medicamento, pode-se considerar, juntamente com o médico do paciente, a substituição deste.

Referências Bibliográficas:

GUGGENHEIMER J. Xerostomia: etiology, recognition and treatment. J Am Dent Assoc, 134 (1): 61-69, 2003.

NIEUW AMEROUGEN A.V., VEERMAN, E.C.I. Saliva - the defender of the oral cavity. Oral Dis. 8: 12-22, 2002.

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Fonte: http://www.karingoncalves.com.br/bocaseca.htm

criado por denizeb    10:44:36 — Arquivado em: Curiosidades, Dicas, Estomatologia e Diagnóstico Bucal, Higiene Oral

10/4/07

A gravidez afeta a saúde dos dentes?

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Yvonne Buischi* e Carolina Botelho**

**Carolina Botelho é especialista em odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da UNIP e membro do Per Axelsson Oral Health Promotion Center – São Paulo.

*Yvonne Buischi é especialista em periodontia pela Faculdade de Odontologia da UNICAMP, doutora em bioquímica pela USP, professora associada ao Centro de Odontologia Preventiva de Karlstad - Suécia, ex-presidente da Associação Brasileira de Odontologia Preventiva, consultora da Organização Mundial da Saúde e diretora do Per Axelsson Oral Health Promotion Center – São Paulo.

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Evitar alimentos açucarados e cuidar adequadamente dos dentes impedem que a saúde bucal da futura mãe piore na gravidez.

Não, o dito popular “a cada gravidez se perde um dente” não é verdadeiro. Embora a piora da condição de saúde bucal seja freqüentemente observada durante a gravidez e logo após o nascimento da criança, a gravidez por si só não provoca problemas nos dentes nem nas gengivas.
As alterações hormonais que ocorrem na gravidez só aumentam os sinais de uma inflamação já existente na gengiva. Portanto, se no início da gravidez a gengiva estiver sadia e a limpeza adequada dos dentes for mantida durante este período, a gengiva não ficará inflamada. Por outro lado, pesquisas recentes mostram que gestantes com um tipo de doença de gengiva chamado de periodontite (além de a gengiva estar inflamada também o osso que suporta o dente é reabsorvido) têm maior chance de dar à luz bebês prematuros e de baixo peso.
A gravidez também não enfraquece os dentes, pois o cálcio não é retirado dos dentes da mãe pelo feto. A gestante está mais sujeita a ter cáries porque come com mais freqüência, geralmente dando preferência a alimentos que contêm açúcar, como bolachas e doces (mais açúcar para as bactérias produzirem cáries). Além disso, descuida da limpeza dos dentes (acumulando mais bactérias da cárie).
A futura mãe deve aproveitar este período para desenvolver novos hábitos de alimentação, evitando alimentos açucarados, o que só trará benefícios, como a diminuição do risco de ter cáries e o controle de peso. O açúcar natural dos alimentos é suficiente para suprir as necessidades da gestante e as do bebê. Além disso, é essencial limpar diariamente os dentes com fio/fita dental e escova macia, utilizando creme dental com flúor.
Os cuidados com a saúde bucal do bebê devem começar já durante a gravidez, com o objetivo de educar para a saúde não só a futura mãe, mas toda a família. A educação para saúde é uma arma importante para o controle e prevenção das doenças que afetam os dentes. A gravidez parece ser o período mais apropriado para se iniciar este processo. Neste momento, os futuros pais e principalmente a futura mãe estão predispostos a mudanças e a grandes esforços em favor do filho que está para nascer, o que facilita a obtenção de resultados positivos, não só para a saúde geral mas também para a saúde bucal.
Com a estética, incluindo um sorriso branco e atraente, em alta, é importante lembrar que nada é mais bonito do que uma boca saudável, sem cáries e sem doenças da gengiva. Nenhum tratamento odontológico, por mais sofisticado que seja, produz resultados melhores e a menor custo do que manter a saúde bucal.

Fonte: ISTOÉ Gente – outubro de 2003.

criado por denizeb    16:05:30 — Arquivado em: Curiosidades, Gestantes, Higiene Oral, Notícias

13/10/06

O CUIDADO COM A BOCA E OS DENTES NA INFÂNCIA

Dra. Maria Ivone Freitas de Oliveira
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A primeira dentição ( dentes de leite) inicia por volta dos 6 meses de idade, é composta por 20 ( vinte) dentes.
A erupção dos dentes permanentes inicia por volta dos 6 anos , começando com o primeiro molar e, finalizando entre os 17 e 21 anos com erupção do terceiro molar. A dentição completa possui 32 dentes.

VOCÊ SABIA QUE A SAÚDE BUCAL DO SEU BEBÊ SE INICIA NA GRAVIDEZ:

Nesse período a sua alimentação deve ser saudável, pois é quando os dentes de seu bebê começam a ser formados.
Durante os três primeiros meses de gravidez, não é recomendado que você vá ao dentista, pois os medicamentos utilizados podem fazer mal ao bebê.
A Amamentação é muito importante para a saúde bucal do seu bebê. O bebê que mama no peito desenvolve melhor todos os ossos e musculatura do rosto e da boca.
Se seu filho precisar usar mamadeira lembre-se que esta precisa estar sempre limpa , é recomendável o tipo ortodôntico o bico deve ser de borracha dura e com o orifício original conservado o furinho ( não deve-se abrir mais o furo), isto proporcionará à criança que ela faça força semelhante a que faria para mamar ao seio.
O uso da chupeta e sugar os dedos podem ser causas de alterações dentárias. A persistência desses hábitos acima dos 3 -4 anos podem atingir a dentição mista , e provocar defeitos de oclusão ( mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior. É recomendado que após os dois anos de idade se comece a tentativa de retirar esses hábitos.

CÁRIE DENTAL:

É uma destruição localizada dos dentes, causada por um bichinho (bactérias).
Pode passar de uma pessoa para outra por ser uma doença infecciosa.
Ao assoprar ou experimentar a comida do bebê com a mesma colher que vai dar o alimento , você pode esta passando para ele esses bichinhos.
A higiene dos dentes e à alimentação oferecida à criança também são responsáveis pelo aparecimento da Cárie.
O açúcar que existe nos alimentos, quando entram em contato com os bichinhos da boca produz uma placa bacteriana,se esta placa não for removida com escovação vai produzir ácidos que destruirão as camadas dos dentes, provocando as cáries.

CÁRIE DE MAMADEIRA:

Este tipo de cárie acontece com maior freqüência em crianças entre 1 e 2 anos de idade , sendo a principal causa o uso abusivo de alimentação cariogênica (acima de 5 vezes ao dia), mamadeiras noturnas (principalmente naquelas que adormecem com a mamadeira) e o uso de chupetas adocicadas.

QUANDO COMEÇAR A FAZER A HIGIENE BUCAL DE SEU FILHO

“Toda as vezes que seu filho for amamentado você precisa limpar a boquinha dele isto pode ser feito utilizando a ponta de uma fralda limpa umedecida com água”.
“Quando começarem a nascer os primeiros dentinhos você pode continuar a usar a fraldinha ou uma escova de dentes bem pequena e macia”.
“Quando nascerem todos os dentes use pasta de dente, mas em pouca quantidade pois a criança, até os três anos de idade, não consegue cuspir toda a pasta e engole uma boa parte dela, o que mais tarde pode causar problemas na dentição permanente.”
Os cremes dentais mais indicados são aqueles que possuem em sua composição concentração de flúor até 1200ppm.

QUANDO A CRIANÇA DEVE IR AO DENTISTA?

O dentista que cuida de crianças é chamado de Odontopediatra, e ele pode ser procurado desde o início da primeira dentição (dentes de leite) , isto costuma acontecer entre os 6 e 7 meses. Nessa ocasião você receberá orientações sobre: Higiene-bucal, dieta não- cariogênica, flúor etc, o necessário para seu filho ter uma dentição saudável.
A ida cedo ao dentista , familiariza a criança com este ambiente, tornando-a mais tranqüila, se sinta mais à vontade e dê maior colaboração nessas visitas.
Lembre-se que a saúde bucal é um dos fatores necessários para à manutenção da saúde em geral, uma vez que é a porta de entrada do aparelho digestivo, podendo ser o veículo para infecções desse aparelho. Uma escovação correta, uma alimentação saudável, reduzindo-se o consumo de doces e refrigerantes proporcionará aos seu filho uma ausência de cáries e outras doenças bucais e conseqüentemente uma saúde saudável.

Fonte: http://www.sopape.com.br/SPP%20SociedadeParaense%20de%20Pediatria_arquivos/dicas7.htm

Referências Bibliográficas:
Ministério da Saúde. Vencendo a Desnutrição; saúde bucal para criança se 0 a 6 anos
Costa O. Maria da Conceição e Souza P. Ronald: Avaliação e Cuidados Primários da criança e do Adolescente.Editora Artes Médicas , 1998 , pág 175-190.
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Dúvidas ou Sugestões: denize.blog@terra.com.br

Aviso Importante: O objetivo deste Blog é facilitar a comunicação de informações odontológicas. Em nenhuma circunstância elas devem substituir a atenção por parte de um profissional da saúde.

criado por denizeb    12:41:26 — Arquivado em: Gestantes, Higiene Oral, Odontopediatria

25/6/06

Tratamento do Mau Hálito

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES

DÚVIDAS MAIS FREQÜENTES 

Por que temos dificuldade em sentir o nosso hálito?

Porque o epitélio olfatório se adapta rapidamente ao odor. A isso damos o nome de fadiga olfatória. O portador de halitose se "acostuma" com o próprio hálito e não percebe que ele está alterado.

Como uma pessoa pode saber se tem mau hálito?

A melhor forma é perguntar a alguém do seu convívio se o seu hálito está alterado ou costuma ser forte. Quem tem mau hálito deve procurar ajuda e resolver o problema.

Qual a importância de tratar a halitose?

A halitose pode estar sinalizando alguma doença, que deve ser diagnosticada e tratada. Além disso, o portador de mau hálito apresenta dificuldades de relacionamento, tanto no campo afetivo como no social. Quem desconhece seu problema muitas vezes é discriminado em seu grupo social e termina sendo vítima de distanciamento em suas relações afetivas. Já o portador consciente, costuma se afastar das pessoas, mudando muitas vêzes, seu padrão de comportamento.

A halitose tem cura?

Sim, desde que todas as causas sejam diagnosticadas e que o paciente tenha consciência do seu importante papel na manutenção do resultado.

Quem são os pacientes mais susceptíveis a halitose?

Aqueles que apresentam mudanças nos padrões salivares (baixo fluxo salivar ou aumento da viscosidade), sangramento gengival, doença periodontal, saburra lingual, cáseo, processos alérgicos e alterações sistêmicas capazes de produzir metabólitos aromáticos desagradáveis ao olfato humano.

Quando existe gosto ruim na boca, a pessoa está com halitose?

Não necessariamente. É importante perguntarmos a pessoas de nossa intimidade se nosso hálito está alterado, pois nem todo gosto ruim na boca é acompanhado da formação de gases bucais mau cheirosos. As alterações gustativas (disgeusia) também devem ser tratadas.

Foto do "CÁSEO" na amígdala                  Foto da "SABURRA"na lingua

SABURRA - CÁSEO

Ambos são constituídos por células epiteliais descamadas, mucina salivar, bactérias, resíduos alimentares, etc. Quando a aderência ocorre no dorso lingual, denomina-se saburra; quando nas criptas amidalianas, chama-se cáseo.

RASPADOR

A saburra lingual deve ser removida sob leve pressão. Tão importante quanto sua remoção é diagnosticar os fatores que levam à sua formação!

DICAS PARA UM HÁLITO AGRADÁVEL

- Visite seu dentista semestralmente, lembrando que a avaliação periodontal também deverá ser realizada! Faça um check-up anual para manter a saúde geral.

- Tenha uma dieta balanceada. Beba no mínimo 2.700 ml de água por dia. Se praticar atividade física, aumente essa quantidade.

- Utilize alimentos fibrosos diariamente, para estimar as glândulas salivares e garantir o adequado funcionamento intestinal.

- Siga com disciplina as orientações de higiene bucal recomendadas pelo seu dentista.

- Se você apresenta problemas periodontais, o controle deve ser rigoroso, pois 32% dos portadores de halitose têm como causa principal alterações periodontais.Assim, a forma mais efetiva de controle são as visitas periódicas a seu periodontista, que vai determinar a freqüência dos retornos, conforme o grau de comprometimento periodontal.

- Faça pequenas refeições a cada 3 horas, pois o jejum prolongado favorece a formação de metabólitos Mau cheirosos que são eliminados no ar expirado.

HALITOSE TEM CURA!

Com as mudanças de hábitos ditadas pela vida moderna, esse problema está cada vez mais presente. Tabus estabelecidos e ainda aceitos pela população interferem na divulgação tanto dos novos conceitos como das terapêuticas que hoje têm sido aplicadas com sucesso no tratamento do mau hálitos.

Halitose, na maioria dos casos, não é conseqüência de má higiene bucal e raramente está relacionada com problemas estomacais!

Fique Atento!!!!!

89% das causas da halitose estão realcionadas com problemas bucais, sendo a saliva muito importante na manutenção da saúde bucal e do hálito agradável. Portanto, o cirurgião-dentista é o primeiro profissional que deve ser consultado!

AUTORES:
Dra. Celi N. Vieira
Dra. Denise P. Falcão
Dra. Beatriz Alhanati
Fonte: http://www.sobrape.org.br/folder_mau_halito/set-mau_halito.html

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Halitose - O que é?

HALITOSE

CAUSAS

Hoje já conhecemos mais de 90 possíveis causas que podem levar uma pessoa a Ter o seu hálito com um odor ruim. É comum uma mesma pessoa apresentar 3 ou mais causas. Delas as mais comuns são a redução do fluxo salivar e a descamaçao epitelial da mucosa oral, que normalmente está associada a alguma outra causa.
De uma maneira prática, podemos explicar a formação do mau hálito, através da saburra lingual, pois a saburra normalmente está presente em mais de 90 por cento dos casos de halitose.

SABURRA LINGUAL

A saburra lingual é uma massa bacteriana , formada por células epiteliais descamadas, proteínas salivares e restos protéicos alimentares, que servirão de substrato alimentar ás bactérias presentes. Ao final do metabolismo bacteriano, são produzidos compostos de odor ruim, que chamamos de Compostos Sulfurados Voláteis (CSVs).

Esses compostos quando atinge uma determinada concentração, dão ao hálito um cheiro característico de enxofre ou ovo estragado e que nada mais é que o mau hálito.
A saburra lingual se forma basicamente quando estamos frente a uma diminuição do fluxo salivar ou de uma descamação epitelial acima dos limites fisiológicos ou ainda de ambas.

A SALIVA

Em mais de 80 por cento dos casos de halitose, são encontrados algum tipo de alteração na saliva, seja em relação a sua quantidade ou qualidade.

O mais comum é que o fluxo esteja reduzido, isso irá facilitar a formação da saburra e do mau hálito. Essa redução, poderá provocar problemas como a ardência de boca e língua, que se manifesta como um "queimor", e ainda pode deixar um gosto ruim na boca.

Ela pode ser uma barreira a formação do mau hálito e da saburra, como também pode ser um agente facilitador do processo, tudo isso vai depender das suas características.

O restabelecimento do fluxo normalmente resolve o problema da saburra, do mau hálito e da ardência. Esse restabelecimento, poderá ser feito através de simples cuidados, ou em casos mais avançados, será necessário o uso de medicamentos para tal fim.

Uma outra opção, é o uso de lubrificadores bucais, que substituem a saliva e aliviam a ardência.

AMÍGDALAS

É muito comum pessoas com problemas de hálito, culpar as amígdalas pelo problema. Isso ocorre devido a presença de uma "massinha" que nela se adere e que tem um cheiro muito forte. Essa "massinha" é chamada de cáseo amigdaliano e são semelhantes á saburra lingual em sua constituição, e são formados pelo mesmo mecanismo, ou seja descamação epitelial e redução de fluxo salivar.

Devido aos muitos casos de pessoas que extraíram as amígdalas no intuito de se livrar do mau hálito e não obtiveram resultados, desaconselhamos as extrações das amígdalas para este fim. O que recomendamos é que antes de extrair as amígdalas, tente primeiro o restabelecimento do fluxo salivar, e a eliminação da saburra.

ESTÔMAGO

Ao contrário do que pensamos, o mau hálito crônico não é causado pelo estômago, pois dele só virá hálito ruim, em casos de vômitos ou eructações, e mesmo assim será passageiro, o que não justifica o problema que é constante.

Além do mais o estômago possui uma válvula chamada de esfíncter cárdia, que impede a saída do conteúdo estomacal. Na presença da patologia chamada de hérnia de hiato, essa válvula se abre mais vezes que o normal, mas que mesmo assim, o hálito continuará passageiro.

PRINCIPAIS CAUSAS PARA A HALITOSE

1) Saburra lingual;
2) Deficiência de vitamina A e D;
3) Baixo fluxo salivar;
4) Saliva muito viscosa;
5) Presença de cáseos nas amígdalas
6) Doença periodontal;
7) Má higiene oral;
8) Distúrbios respiratórios;
9) Estresse;
10) Problemas otorrinolaringológicos, que possam levar a respiração bucal;
11) Diabetes;
Problemas hepáticos e renais;
Intestino preso;

Fonte: http://www.bomhalito.com.br/causas.htm

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24/6/06

Gengivas Retraídas: Como Evitar!!!!

 

RETRAÇÃO GENGIVAL

O que é?

É a exposição da superfície da raiz do dente devido ao deslocamento da gengiva em sentido contrário à coroa dentária.

Quais fatores causam a recessão gengival?

Existem fatores predisponentes e desencadeantes e a combinação de ambos irá exacerbar a extensão da recessão.

Fatores predisponentes:

1) A anatomia óssea: presença de deiscências, fenestrações e/ou corticais ósseas finas que sustentam os dentes.

2) Malposições dentárias: os tecidos moles e os tecidos duros que circundam o dente podem ficar reduzidos em altura ou em espessura pela falta de espaço adequado entre os dentes.
Freios e vestíbulos rasos: quando o freio está inserido próximo à gengiva marginal, pode exercer uma tração dos tecidos moles favorecendo a recessão. Constitui também um entrave à higiene podendo, assim, contribuir para um inadequado controle de placa próximo a sua inserção.

Fatores desencadeantes:

1) Fluxo salivar baixo.
2) Escovação traumática:
o efeito deletério da escova pode ser explicado por uma pressão exagerada na escovação, pela utilização de escova com cerdas média ou dura, por uma freqüência de escovação aumentada, ou então, pela associação desses fatores.
3) Lesões de cárie cervicais não tratadas.
4) Inflamação: a gengivite e a doença periodontal favorecem a recessão tecidual. O infiltrado inflamatório se estabelece e degrada a maior parte do tecido conjuntivo da margem do dente levando à recessão. Aumentando a dificuldade de escovação, a recessão se autopreserva e progride devido ao fator inflamatório.
5) Prótese fixa: o ponto de junção da prótese com op dente ao nível gengival ou abaixo da gengiva pode provocar retenção de placa e gerar inflamação e conseqüente recessão.
6) Grampos de próteses parciais removíveis.
7) Movimentação ortodôntica.
Trauma oclusal à forças mastigatórias mal direcionadas sobrecarregando o tecido ósseo e gengival.
8) Tabaco : fumantes têm maior perda de inserção (elementos de sustentação do dente ) e recessão gengival que os não fumantes.

Conseqüências:

Hipersensibilidade no dente provocada, particularmente, por estímulos térmicos, pelo contato e/ou alimentos doces;
Cáries radiculares;
Aspecto antiestético ao sorrir;
Perda progressiva de suporte;
Tensão emocional pelo medo de perder um ou mais dentes.

Tipos de recessão:

Dê acordo com a classificação de Miller:
Classe I: a recessão não atinge a linha mucogengival. Não há perda tecidual na região entre os dentes;

Classe II: a recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival. Não há perda de tecido;

Classe III: a recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival. Há perda de osso e gengiva entre os dentes;

Classe IV: a recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival. Os tecidos proximais estão situados no nível da base da recessão e essa atinge mais de uma face do dente.

Tratamento:

É de fundamental importância identificar o fator causal para depois corrigir cirurgicamente o defeito gengival com a técnica indicada para cada caso. 
 

DICA:

Escovação traumática é o primeiro fator que deve ser buscado e corrigido. Nem sempre o paciente está ciente deste comportamento e, além disso, pode ter algumas dificuldades em abandonar sua escova dura e seu movimento vigoroso de escovação por uma escova macia e uma técnica apropriada.

Fonte: http://www.saliva.com.br/saliva/periodontia/retracao

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12/6/06

Doenças da Gengiva. Fique atento!!!!!

                                           

                                            DOENÇAS DE GENGIVA

Periodontia é a área da odontologia que trata as doenças da gengiva, ossos e ligamentos que sustentam os dentes. Estes tecidos podem ser afetados pela doença periodontal, que tem origem bacteriana e acomete 75% da população brasileira acima de 25 anos de idade. Nela, as gengivas, ossos e ligamentos periodontais (fibras que fazem a ligação da raiz dentária com o osso) são comprometidos. As figuras à seguir demonstram a evolução da doença periodontal.

 

Gengivas saudáveis não mostram vermelhidão ou inchaço. A superfície parece levemente pontilhada. Os espaços entre os dentes são cobertos por uma gengiva firme em forma de "V"

Os primeiros sinais da doença periodontal são percebidos através dos tecidos gengivais. Muitas pessoas apresentam a gengiva inflamada, a qual se caracteriza pelo aumento de volume e sangramento. Chamamos essa alteração de gengivite.

Com a progressão da gengivite, estruturas de sustentação e proteção dos dentes (ossos e ligamentos) são comprometidas, iniciando-se a periodontite. A periodontite pode manifestar-se de forma assintomática, sem dor, sangramento ou retração gengival, passando muitas vezes desapercebida pelo seu portador e às vezes até pelo clínico geral.

O controle da periodontite é de fundamental importância, pois em alguns casos a perda óssea poderá ser de 1mm/ano caso o paciente não siga nossas recomendações. Em outros casos, mesmo com controles periódicos, o paciente ainda poderá ter 0,07 mm de perda óssea ao ano.

A evolução da doença periodontal leva à perda óssea e possível perda dos dentes,
sendo a principal razão de perda dentária na população adulta!

Fonte: http://www.saliva.com.br/saliva/periodontia/perioquee

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criado por denizeb    09:23:09 — Arquivado em: Higiene Oral, Periodontia

Importância do PH da Saliva

 

O pH da saliva é de 6.8 a 7.2. Entretanto, este pH sofre variações no decorrer do dia em função do tipo de dieta alimentar, hábitos de higiene bucal, fluxo salivar, etc.

Quando o pH oscila, a saliva atua como um sistema tampão que promove o retorno do pH aos padrões ideais auxiliando na manutenção da homeostase. Esta capacidade tampão da saliva protege a boca de duas maneiras:

  • preserva o equilíbrio da microbiota bucal evitando a colonização de bactérias potencialmente nocivas.
  • neutraliza os ácidos produzidos pelos microrganismos que se fixam na placa bacteriana.

Saliva e Cárie

Os fatores protetores da saliva em relação à cárie dentária são:

  • fluxo salivar
  • velocidade do fluxo
  • concentração de íons cálcio e fosfato
  • capacidade tampão
  • sistemas antibacterianos salivar

pH Salivar e Cárie

O dente e a saliva estão sempre trocando sais minerais. Entretanto, quando a saliva se torna ácida, o esmalte dentário passa a doar mais sais minerais ao meio bucal. Assim, o dente torna-se mais suscetível à cárie.


Saliva e Tártaro

A saliva é composta de moléculas viscosas de cadeia larga. Estas moléculas se depositam nos dentes e formam uma matriz. Esta matriz viscosa proporciona uma área ideal para fixação e precipitação do fosfato de cálcio em pH alcalino.

pH Salivar e Tártaro

O excesso de sais minerais presentes numa saliva com pH básico interfere na troca equilibrada deles entre o esmalte dentário e a saliva. Esta situação propicia maior deposição de sais minerais na superfície do dente favorecendo a formação do tártaro.

Entendendo o que é o pH:

O termo pH é usado para descrever o grau de acidez ou alcalinidade (basicidade) de uma solução.

Quando moléculas de ácidos, bases ou sais inorgânicos se dissolvem na água das células do corpo, elas sofrem ionização ou dissociação, isto é, elas se dissociam em íons. A água (H2O) se dissocia em hidrogênio (H+) e hidróxido (OH-).

Um ácido é ionizado em um ou mais íons hidrogênio (H+) e em um ou mais ânions (íons negativos). Uma base, em contraste, ioniza-se em um ou mais íons hidróxido (OH-) e um ou mais cátions (íons positivos). Quando esses íons estão em proporções iguais, o pH é considerado neutro, pH=7. Um valor de pH acima de 7 indica uma solução alcalina (básica) e um pH<7 será considerado ácido.

A acidez ou a alcalinidade de uma solução é expressa em uma escala de pH que vai de 0 a 14. Essa escala de pH é baseada no número de hidrogênios livres (H+) em uma solução. Uma solução com valor 0 na escala de pH tem muitos H+ e poucos OH-. Uma solução com pH 14, em contraste, tem muitos OH- e poucos H+.

Qualquer modificação nas concentrações normais de H+ e OH- pode afetar seriamente a função de uma célula.

Embora o pH dos vários fluidos corporais possa ser diferente, os limites normais de cada um são específicos e estreitos. Mesmo sabendo-se que ácidos e bases são continuamente ingeridos em forma de comidas e bebidas, os níveis de pH dos fluidos corporais permanecem relativamente constantes por causa dos sistemas de tamponamento do corpo. Os tampões são encontrados nos fluidos corporais. Eles previnem mudanças drásticas de pH e auxiliam na manutenção da homeostase.
Os fluidos corporais devem manter um equilíbrio constante de ácidos e bases pelo fato de as reações bioquímicas que ocorrem em sistemas vivos serem extremamente sensíveis mesmo a pequenas alterações de acidez ou alcalinidade do meio. Exemplo: cárie e tártaro.

Curiosidade:
A mudança de uma unidade na escala de pH representa uma mudança de 10 vezes da concentração anterior. Ou seja, um pH de 4.5 é 10 vezes mais ácido que o pH de 5.5, 100 vezes mais ácido que o de 6.5 e 1000 vezes mais ácido que o de 7.5.

O poder tampão da saliva varia a diferentes valores de pH. O meio tampão consiste de bicarbonatos, fosfatos e proteínas, sendo o bicarbonato o mais importante!

Fonte: http://www.saliva.com.br/saliva/saliva/ph

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Dúvidas ou Sugestões: denize.blog@terra.com.br

 

criado por denizeb    08:57:35 — Arquivado em: Curiosidades, Higiene Oral

7/5/06

GUIA PARA UMA BOCA FELIZ!!!

A Saúde Começa Pela Boca

Muitas pessoas, quando ouvem em falar em ir ao dentista, mal conseguem esconder uma careta. Apesar do avanço tecnológico da odontologia nos últimos anos, o medo do "motorzinho "e da anestesia ainda deixa alguns pacientes de cabelos em pé. Isso sem falar do receio da eterna demora na sala de espera, da necessidade de consultas repetidas, do orçamento. Com todos estes fatores, complicando a ida ao dentista, a Blue life News foi ouvir a Dra. Patrícia de Bierre (foto), responsável por nosso Serviço de Urgências Odontológicas. Na entrevista ao lado, ela fala sobre a importância de se ir ao dentista e dá dicas de como enfrentá-lo com tranqüilidade.

Como transformar a ida ao dentista num programa agradável?

O mais importante é não ver o dentista como inimigo, mas, sim, como um aliado da nossa saúde. A boca é a porta de entrada para uma série de problemas e o dentista capacitado pode diagnosticar uma anomalia ainda em seu estágio inicial, durante uma visita de rotina, e encaminhar o paciente para um especialista. O diagnóstico precoce pode salvar vidas, facilitar tratamentos e economizar dinheiro.

Qual é a melhor época para visitar o dentista?

Não existe uma idade ideal, mas, quanto mais cedo for a primeira visita, melhor. Muitas doenças orais podem ser prevenidas mesmo antes do nascimento, já que a formação dentária se inicia durante a vida intra-uterina. A gestante pode fazer a primeira visita do seu bebê durante o primeiro trimestre de gestação e receber orientações de alimentação, higiene, ingestão de medicamentos e outros detalhes que auxiliarão na formação dentária saudável do feto. A melhor fase para o tratamento dentário das futuras mamães é a partir do segundo trimestre de gestação.

Os bebês também devem freqüentar os consultórios de dentista?

É recomendável que a mãe leve o bebê aos três meses de idade ao dentista para reforçar as orientações que recebeu durante a gestação. Se for o caso, o profissional poderá alertá-la também para possíveis e futuros problemas na boca da criança. Vale lembrar que um menino ou menina que recebe acompanhamento odontológico desde a primeira infância, tem muito mais chances de atingir a adolescência sem nenhuma cárie.

A boca pode ser a porta de entrada para vários problemas. Que tratamentos podem ser feitos durante a infância e adolescência?

Ao examinar a boca de uma criança, o dentista pode, por exemplo, detectar uma cárie na sua fase inicial e tratá-la de maneira mais simples, indolor e econômica. Quando necessária, a instalação de aparelhos ortodônticos na infância também costuma eliminar a utilização de aparelhos fixos mais complicados no futuro. Isso sem esquecer que esses tratamentos "precoces" são mais rápidos, incomodam menos e têm custo menor.

Que cuidados os adultos devem ter com os dentes?

As preocupações do dia-a-dia muitas vezes fazem com que as pessoas se esqueçam de que os dentes também precisam de cuidados. Um simples sangramento indolor da gengiva durante a escovação pode abrigar um problema mais sério . Um caso simples pode exigir tratamento mais demorado e caro se não for tratado no início. Por isso, é bom não descuidar e visitar o dentista a cada seis meses.

Pessoas de terceira idade precisam de tratamentos específicos?

Idade não é sinônimo de dentadura e está aumentando o número de pessoas na terceira idade que ainda possuem dentes naturais. Tanto estes pacientes quanto os que já perderam toda a dentição e usam próteses precisam de cuidados intensivos, pois as patologias são muito comuns nessa fase da vida. As dentaduras devem ser examinadas e limpas periodicamente para evitar a formação de placa bacteriana. Próteses desadaptadas, que machucam ou têm tártaro, também podem prejudicar o idoso na hora de mastigar e comprometer sua saúde geral. Para eles, são recomendáveis visitas semestrais.

Quando a Boca Pede Socorro

Nem sempre um problema na boca vem acompanhado de dor. Por isso, é importante dominar algumas técnicas simples, que podem ajudar a detectar anoma1ias. Gastando apenas dois minutos a mais na higiene bucal diária, qualquer pessoa pode descobrir quando a boca está pedindo socorro e quando é preciso procurar ajuda profissional. Confira, a baixo, alguns desses macetes.

PRESTE ATENÇÃO NOS SANGRAMENTOS DE GENVIVA

As gengivas que sangram espontaneamente ou depois de uma escovação podem indicar que algo não esta certo. E o problema pode estar tanto na escavação inadequada, feita com muita força, como no uso incorreto do fio dental ou em uma patologia. É importante sempre examinar a escova de dentes e avaliar se suas cerdas já não estão esgarçadas (o ideal é trocá-las a cada dois meses). Para saber como escovar adequadamente os dentes, consulte um profissional. Se, por outro lado, a escavação estiver tecnicamente adequada e o sangramento continuar, de maneira espontânea (as gengivas sangram ao falar, comer etc.) ou não, é aconselhável procurar ajuda profissional imediatamente.

CUIDADO SE O FIO PRENDE, ESGARÇA OU ARREBENTA ENTRE UM DENTE E OUTRO.

Além de elemento indispensável na higiene bucal, o fio dental é um grande aliado no diagnóstico precoce de anomalias. Com ele, o próprio paciente é capaz de descobrir cáries entre os dentes, antes que elas atinjam suas camadas mais profundas.Também possibilita que a pessoa detecte uma restauração ou prótese fixa desadaptada ou um problema gengival. Ao deslizar o fio dental entre os dentes, ela pode perceber pequenas "resistências". Esse "enroscamento" do fio em restaurações deslocadas ou em cavidades provocadas por cáries, é sinal de que está na hora de procurar o dentista.

VERIFIQUE OS DENTES ÁSPEROS

Ao passar a língua na superfície dos dentes, o paciente poderá perceber uma eventual aspereza dos dentes. Dentes ásperos retêm as bactérias muito mais que os lisos e são mais difíceis de higienizar. A falta de lisura da superfície dos dentes pode estar associada a placas bacterianas, tártaros, técnicas inadequadas de escavação ou diversos outros fatores. Ao notar irregularidades na superfície dos dentes, procure um dentista.

NÃO BOBEIE SE APARECEM FERIDAS, PLACAS, MANCHAS OU "ELEVAÇÕES" NA BOCA.

Muitas patologias que se manifestam na boca não vêm acompanhadas de dor. Por esse motivo, é importante que o paciente sempre examine seus lábios, língua, bochechas e mucosas, pelo menos, uma vez por semana, diante do espelho, após a higiene bucal. Qualquer alteração deve ser checada diariamente e, caso não desapareça em uma semana, o dentista deve ser procurado. ( Fonte: www.webmedicos.com.br )

criado por denizeb    21:30:56 — Arquivado em: Dicas, Higiene Oral, Notícias

26/3/06

Cuide os dentes!!!!

 

          Cuidado com os dentes

 

Quem pensa que cuidar bem dos dentes se resume a escová-los três vezes ao dia e usar o fio dental, está enganado. Dependendo da idade e de como anda a higiene bucal, é necessário freqüentar a cadeira do dentista pelo menos a cada seis meses. Em alguns casos, o acompanhamento pode ser feito até de três em três meses. A consulta inclui um exame clínico preventivo, limpeza dos dentes e aplicação de flúor. O dentista também orienta sobre a maneira correta de fazer a higiene bucal no dia-a-dia.

Mas as mulheres devem ter uma atenção especial, principalmente quando descobrem que estão grávidas. Além do pré-natal tradicional, existe o pré-natal odontológico. O objetivo é prevenir problemas de saúde bucal tanto na mãe quanto no bebê. Segundo a dentista Luciana Campos, o ideal é que a mãe inicie o pré-natal odontológico a partir da quinta semana de gestação. O dentista cuida de problemas que a mãe já tenha e dá orientações sobre como fazer a higiene bucal e prevenir futuros problemas na criança.

"Existe um mito de que a mulher fica com os dentes mais fracos durante a gestação, e que por isso ela não deveria procurar o dentista. Mas ir ao dentista é fundamental até para que a mãe tenha uma gravidez tranqüila", defende Luciana. Um exemplo disso é a doença periodontal (que ataca o tecido de sustentação dos dentes), que aumenta de sete a oito vezes o risco de parto prematuro. As bactérias relacionadas a essa doença produzem substâncias nocivas que podem causar inflamações e desencadear o parto prematuro.

O dentista também orienta as mães com relação à dieta. Alguns estudos indicam que se a mãe diminuir o consumo de açúcar durante a gravidez, a criança terá menor predileção por alimentos doces, uma das principais causas da cárie. A amamentação também é importante para o desenvolvimento da dentição e dos ossos da face do bebê. Luciana frisa que o tratamento odontológico da mãe deve ser acompanhado pelo médico responsável pelo pré-natal.

Fonte: Jornal O POVO

criado por denizeb    15:06:50 — Arquivado em: Curiosidades, Gestantes, Higiene Oral, Notícias

8/2/06

Higiene Bucal do Bebê

 

O uso de mamadeiras adocicada, sem uma perfeita higiene bucal  prejudica os dentes, ou os futuros dentes  do seu bebê.

 A principal causa está no hábito de mamadeiras com açúcar dadas principalmente à noite, onde o bebê logo em seguida dorme sem qualquer procedimentos. Também em alguns casos acontece com o leite materno se for permitido o seu acúmulo nos dentes ou gengivas.

CÁRIES DE MAMADEIRA: 

É um tipo de cárie agressiva que acontece na dentição de leite do bebê que recebe sua alimentação de mamadeiras contendo leite ou outros alimentos (principalmente adoçados), antes de ir dormir. A criança, durante o sono, diminui a produção de saliva e engoli menos vezes, deixando o liquido parado sobre as superfícies dos dentes por um longo tempo (período do sono). Isso permite às bactérias formar muito mais ácidos que atacam e destroem os dentes. 

     Recomendamos que diminua a quantidade de açúcar na alimentação da criança e faça uma higienização correta após cada refeições ou mamadas, dando em seguida um pouco de água pura, e em seguida uma higienização com uma gaze ou a pontinha da frauda umedecida ou mesmo um contonete da seguinte maneira:

 

    Misture bem 1 (uma) colher de sopa de água oxigenada 10 volumes, mais 3 (três) colheres de sopa de água filtrada ou fervida. guarde em um frasco plástico tipo conta-gotas. Para a limpeza molhe a ponta da fralda, ou gase, ou o contonete com essa solução, esfregando nos dentes e por dentro da boca, inclusive língua, no mínimo uma vez ao dia e  à noite  após a última mamada.

 

              

 

     Esse procedimento evitará o acúmulo de alimento, bem como a cárie de mamadeira e outros problemas nos dentes, ou nos futuros dentes do seu filho. A cárie além de causar dor e inflamação também inibe sua alimentação.

 

Fonte: http:www.odontodicas.com

criado por denizeb    18:31:09 — Arquivado em: Dicas, Gestantes, Higiene Oral

Escovar os dentes faz bem ao coração

 

O hábito de escovar os dentes pode reduzir o risco de uma pessoa sofrer derrames ou ataques do coração, de acordo com pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

Os cientistas descobriram que as pessoas que sofrem de problemas nas gengivas estão mais sujeitas a desenvolver aterosclerose – a formação de placas duras no interior das artérias.

A aterosclerose pode levar a um derrame ou a um ataque cardíaco.

Os cientistas avaliaram a quantidade de bactérias presentes nas bocas de 657 pessoas que não tinham um histórico de derrames ou ataques cardíacos.

Eles também mediram a espessura da artéria carótida – que levam o sangue do coração até o cérebro – dos pacientes.

O resultado foi que as pessoas que tinham um nível mais alto da bactéria que causa problemas na gengiva, como a doença periodontal, também apresentaram a carótida mais espessa, mesmo levando em conta outros fatores de risco cardiovascular.

Explicação

Os pesquisadores também descobriram que a relação só existe com a bactéria que causa problemas na gengiva, e não com outras que podem ser encontradas na boca.

Os cientistas disseram que a explicação para a correlação dos dois problemas pode ser o fato de que a bactéria se movimenta pelo corpo por meio da correnta sangüínea e, desta maneira, estimula o sistema imunológico, causando inflamações que resultam no entupimento das artérias.

A relação entre maus hábitos de higiene bucal e problemas vasculares já havia sido sugerida anteriormente.

Mas o chefe da equipe de pesquisadores, Moïse Desvarieux, da Universidade Columbia, afirma que o estudo fornece as evidências mais contundentes até o momento.

“Como as infecções da gengiva são evitáveis e podem ser tratadas, o fato de cuidar de sua saúde bucal pode muito bem ter um impacto importante na sua saúde cardiovascular”, disse ele.

“O estudo mostra a importância de escovar os dentes duas vezes por dia com uma pasta de dente com flúor”, concordou um porta-voz da Associação Dental da Grã-Bretanha.

Fonte: BBC BRASIL

criado por denizeb    18:03:14 — Arquivado em: Curiosidades, Higiene Oral, Notícias

Tratar os dentes ou não durante a gravidez?

Tratamento dentário pode reduzir partos prematuros, diz estudo

 
 
 
Bebê prematuro
Cerca de 40 mil bebês nascem prematuramente a cada ano na Grã-Bretanha

Um simples tratamento dentário pode reduzir os riscos de parto prematuro para a mulher. Isso é o que sugere um estudo publicado no Journal of Periodontology, na Grã-Bretanha.

O estudo mostrou que tratar de doença periodontal – a infecção de tecidos da gengiva – pode reduzir nascimentos prematuros em 84%.

Os médicos descobriram que infecções peridontais graves levam a um aumento na produção de prostaglandina, uma das substâncias que podem induzir ao parto.

Bebês prematuros correm maior risco de desenvolver problemas pulmonares e gastrointestinais, perda de audição e visão ou de morrer.

Tratamento

No estudo, pesquisadores examinaram 366 mulheres grávidas com infecções peridontais, que podem afetar a raiz dos dentes, além da própria gengiva.

As pacientes tiveram uma limpeza geral dos dentes com a remoção de placa, tártaro e bactéria e aplicação de cálcio. Um grupo tomou antibiótico e outro, um placebo.

Marjorie Jeffcoat, da Universidade do Alabama, liderou a pesquisa.

Segundo ela, não houve provas de que o uso de antibiótico foi particularmente benéfico nesse estudo.

Mas ficou claro que as mulheres que receberam tratamento dentário antes da 35ª semana de gestação tiveram reduzido o risco de dar à luz prematuramente.

 

Fonte: BBC BRASIL

criado por denizeb    17:55:03 — Arquivado em: Dicas, Gestantes, Higiene Oral
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