Da Boca Pra Fora

Este site destina-se a orientar as pessoas sobre temas de odontologia. Curiosidades, dicas e informações importantes relativas a este assuntto

23/11/10

Doença Periodontal - video

criado por denizeb    13:10:38 — Arquivado em: Periodontia — Tags:

22/11/10

Bifosfonatos - Atenção!!!

Materia divulgada pelo informativo da SOERGS (Sindicato dos Odontologistas no Estado do Rio Grande do Sul) em outubro de 2010

Os Bifosfonatos (Aledronato, Risedronato, zolendronato) são uma categoria de medicamentos utilizado no tratamento de osteopenia, osteoporose entre ontras patologias, eles atuam inibindo a ação dos osteoclastos, supõem-se tambem que diminuam a microcirculação sanguínea dos ossos, mas especificamente da mandíbula.

Os bifosfonatos podem se indicados por médicos de diversas especialidades tias como urologistas, ortopedistas, reumatologistas, oncologistas, ginicologistas, etc. Uma das reações adversas do uso deste medicamento é a ocorrência de osteonecrose mandibular, e são desencadeadas por procedimentos odontológicos convecionais, por exemplo: RAP (raspagem , alisamento e polimento dental), exodontias, e complexas como implantes dentários.

Uma das necessidades atuais é conhecer a ocorrência de casos de osteonecrose mandibular em Porto Alegre (e região), saber qual foi o medicamento usado pelo paciente, em que dosagem e qual via de administração(oral ou endovenosa0, para podermos instituir um protocolo de atendimento para pacientes que necessitam desse medicamento, pois existe muita controvérsia a respeito na literatura.

Fonte: Informativo impresso da SOERGS veiculado em outubro de 2010.

criado por denizeb    14:33:11 — Arquivado em: Notícias — Tags:

14/10/10

Implante - video

criado por denizeb    20:32:44 — Arquivado em: Curiosidades

5/10/10

GRAVIDEZ: Cuidado pré-natal e saúde bucal

A saúde bucal pode afetar a gravidez? Há cada vez mais evidências sugerindo a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal.

A saúde bucal pode afetar a gravidez?

Há cada vez mais evidências sugerindo a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal. As gestantes portadoras de enfermidades gengivais têm maior propensão a dar à luz a bebês prematuros e abaixo do peso normal. Outros estudos devem ainda ser feitos para que se estabeleça de que maneira as enfermidades gengivais afetam a gestação. Parece que essas doenças aumentam os níveis dos fluidos biológicos que estimulam o trabalho de parto. Os dados também sugerem que quando uma enfermidade gengival piora durante a gravidez, o risco de o bebê nascer prematuro aumenta.

Que posso fazer para garantir uma gravidez saudável?

O melhor conselho que se pode dar a uma mulher que está pensando em engravidar é ir ao dentista e resolver todos os problemas bucais, antes de ficar grávida. Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais. Uma higiene bucal adequada, o uso diário do fio dental, uma alimentação equilibrada e visitas periódicas ao dentista são medidas que ajudam a reduzir os problemas dentários que acompanham a gestação.

Que problemas orais podem ocorrer durante a gravidez?

Os estudos revelam que um grande número de mulheres tem gengivite durante a gravidez, com acúmulo de placa bacteriana que se deposita nos dentes irritando a gengiva. Os sintomas são gengivas avermelhadas, inflamadas e com sangramento. A gengivite ocorre com maior freqüência durante a gravidez porque o aumento dos níveis hormonais torna os tecidos gengivais mais sensíveis às substâncias irritantes da placa bacteriana. Contudo, é a placa bacteriana, e não os hormônios, a maior causa da gengivite.

Mantendo seus dentes sempre limpos, especialmente na região do colo dentário, área em que a gengiva e os dentes se encontram, você pode reduzir significativamente ou até evitar a gengivite durante a gravidez. E além disso você pode ajudar ainda mais a saúde de seus dentes, substituindo os doces por alimentos integrais tais como queijo, verduras e frutas frescas.

O que posso esperar de uma consulta com o dentista durante meu período de gravidez?

Em primeiro lugar, não deixe de informar ao dentista que você está grávida. É melhor marcar uma consulta entre o quarto e sexto mês de gravidez porque os três primeiros meses são os mais importantes no desenvolvimento da criança.

No último trimestre da gravidez, o estresse associado com a consulta ao dentista pode aumentar a incidência de complicações pré-natais.

Na maior parte dos casos, radiografias, anestésicos dentais, medicação contra a dor e antibióticos (especialmente a tetraciclina) não são receitados durante o primeiro trimestre da gravidez, a não ser que sejam absolutamente necessários. Além disso, sentar-se em uma cadeira de dentista nos últimos três meses da gestação pode ser algo muito desconfortável. Há também evidências de que as gestantes podem ser mais suscetíveis à náusea. Mas, não se preocupe, pois seu dentista está preparado para ajudá-la nesta situação.

Se precisar fazer uma consulta de emergência, avise o consultório, antes de chegar lá, que você está grávida. Informe a respeito de qualquer tensão que estiver sofrendo, abortos naturais anteriores e medicamentos que esteja tomando. Tudo isso pode influenciar a forma pela qual seu dentista vai atendê-la e tratá-la. É bem provável que seu dentista entre em contato com seu médico, antes de iniciar qualquer tratamento.

Se tiver qualquer dúvida, insista para que seu dentista fale com seu médico. E se o dentista prescrever qualquer medicamento não aumente a dosagem recomendada, mesmo no caso de uma simples aspirina.

© Colgate

criado por denizeb    13:23:48 — Arquivado em: Curiosidades

7/12/07

BRUXISMO é uma reação ao estresse

 Por: Adilson Camargo

________________________________________________________________________________________
O bruxismo ou o ranger de dentes é um problema que afeta pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, mas tem se tornado muito comum entre as crianças e adolescentes. Parte desse problema é atribuído à vida agitada.

Para a psicóloga Suzana Duque Dabus, o bruxismo é associado ao estresse emocional e físico na maioria dos casos. “Todos os pacientes com sintomas de bruxismo apresentam aumento da tensão emocional”, diz ela.

Segundo a profissional, normalmente quem detecta o problema é o dentista porque, na maioria das vezes, a pessoa nem sabe que o tem. Ela procura o dentista quando começa a sentir dores de cabeça provocadas pela contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido, ombros e a articulação da mandíbula. Além da dor, ocorre também um desgaste dos dentes e, em alguns casos, pode provocar até mesmo a quebra.

Diminuir a tensão psicológica pode ser um bom começo para se livrar desse incômodo. Outra recomendação é fechar bem a boca. A mordida tem de ser perfeita. O mal contato entre os dentes de cima e de baixo leva a atritos que aumentam a tensão muscular.

Segundo Suzana, é impressionante como aumentou a quantidade de crianças e adolescentes que aparecem no consultório com sintomas de bruxismo. Por ser um problema associado ao estresse, os pacientes vão em busca de tratamento psicológico para reduzir seus efeitos.

“As crianças de hoje têm muitas atribuições e são muito cobradas. Elas não brincam mais. Não têm infância. E isso leva a um estresse físico e emocional”, constata a psicóloga. Se elas vivem uma rotina de gente grande e são cobradas como tal, é natural que padeçam das mesmas doenças dos adultos.

A preocupação dos pais em preparar seus filhos para a vida adulta, em dar-lhes condições de enfrentar uma sociedade cada vez mais competitiva e seletiva, desencadeia sintomas de ansiedade.

 

Fonte: http://www.guiaodonto.com.br/ver_artigo.asp?codigo=930  - Publicado em: 20/09/2007

 

criado por denizeb    08:20:16 — Arquivado em: Curiosidades, Notícias, Oclusão

Exame da Boca!!! Vamos Previnir!!!!

Por que fazer o auto-exame da boca?

O auto-exame é feito como uma forma de prevenção do câncer de boca, que é uma doença que tem cura se for diagnosticada em sua fase inicial. Além disto, existem inúmeras outras doenças que acometem esta região e que podem ser identificadas com este exame.

O que procurar no auto-exame da boca?

Mudanças de cor

Endurecimentos, caroços

Ulcerações (feridas)

Áreas dormentes

Sangramento

Como fazer o auto-exame da boca?

1. O auto-exame deve ser feito diante de um espelho e em um local bem iluminado. Faça uma boa higiene bucal. Os pacientes portadores de próteses dentárias devem retirá-las.

2. A pele do rosto e do pescoço devem ser examinadas (veja e apalpe) para observar se há alguma alteração que não havia sido notada anteriormente. Observe se há caroços ou áreas endurecidas.

3. Puxe o lábio inferior para baixo, expondo toda a mucosa (parte interna). Examine e apalpe todo o lábio. Faça o mesmo com o lábio superior.

4. Com a ponta do dedo indicador, afaste mucosa jugal (parte interna da bochecha) para examiná-la e apalpá-la. Faça isto no lado direito e esquerdo.

5. Examine e apalpe toda a gengiva superior e inferior.

6. Coloque a língua para fora e observe o seu dorso (parte de cima).

7. Coloque a língua para fora e puxe-a (com uma gaze) para a esquerda e observe a porção lateral da mesma. Repita o procedimento para o lado direito.

8. Coloque a ponta da língua no palato (céu da boca) e observe sua face ventral (parte inferior).

9. Ainda com a ponta da língua no palato (céu da boca), examine e apalpe o assoalho da boca com o dedo indicador. Coloque o dedo polegar por baixo do queixo para dar apoio.

10. Incline a cabeça para trás, abra a boca o máximo possível e examine o palato (céu da boca). Apalpe com o dedo indicador toda esta região. Em seguida, diga ÁÁÁ… e examine a orofaringe (garganta).

Fonte: http://www.karingoncalves.com.br/auto.htm

 

criado por denizeb    08:01:57 — Arquivado em: Sem categoria

9/10/07

OSTEOPOROSE E ODONTOLOGIA

__________________________________________________________________________________________

CONSIDERAÇÕES MÉDICAS

A osteoporose é uma doença crônica que remove a integridade estrutural do osso e assim aumenta o risco de fraturas em situações diárias de pequenos ou mesmo inexistentes impactos. Nos EUA ela leva a 1,5 milhão de fraturas/ano, e tem um risco de ocorrer em quase 10% da população.

A prevenção da perda óssea é um dos aspectos mais importantes da terapia de osteoporose e, uma vez ocorrida, é muito difícil retornar ao volume original. Infelizmente, a maioria das mulheres de 45 a 75 anos de idade nunca falam com seus médicos sobre a osteoporose pós-menopausa, que é onde ocorre uma condição de deficiência do estrógeno, que é bastante comum de acontecer, conforme afirma KAMEN (1997)(9).

A sociedade tem preparado as crianças e adolescentes para serem adultos eficientes, mas com certeza não os ensina e não prepara estes para serem idosos felizes

Na literatura, basicamente, existem 2 tipos:

a do tipo I primária, é aquela pós-menopausa e que leva à intensa reabsorção óssea;
a do tipo II primária caracteriza-se por uma menor formação óssea.
Já a osteoporose secundária, ocorre tanto como uma doença como em função do uso de muitos fármacos, como por exemplo aqueles indicados para a rejeição de órgãos transplantados, se bem que a maioria das terapias aprovadas são para aquelas do tipo I-primária. Dentre as mais recentes, existe a reposição hormonal, mas esta afeta a saúde oral, especialmente os tecidos moles, sendo que ainda menos se conhece sobre os efeitos dos bifosfonatados na perda óssea alveolar na cavidade bucal(9).

ENFOQUE ODONTOLÓGICO

Já para LaROCCA & JAHNIGEN (1997)(11) a osteoporose é classificada como uma doença metabólica comum entre mulheres acima dos 50 anos de idade. Afirmam que estudos de densitometria mostraram que uma diminuição na densidade óssea da mandíbula está associada a um decréscimo de massa óssea esquelética em pacientes com osteoporose. Como os métodos de reabsorção óssea são comuns à periodontite e à osteoporose, tem sido constante as tentativas de demonstrar uma associação entre estas duas doenças.

Alguns trabalhos têm mostrado uma perda de inserção periodontal em pacientes com osteoporose, embora seus métodos e resultados vêm sendo questionados e se chega à conclusão consensual que são necessárias mais pesquisas dirigidas em contrapartida (ou para dar sustentação científica a esta hipótese).

O Índice Panorâmico Mandibular (PMI, em inglês), baseado em uma técnica radiomórfica serviria, segundo CARLSON (1997)(4), como uma tentativa de estabelecer uma comparação entre a perda óssea cortical na mandíbula de pessoas com e sem osteoporose pós-menopausa.

Procurando um modo de criar uma integração entre médicos e dentistas, pode-se aconselhar a mulheres que estejam nos períodos de pós-menopausa um consumo diário mínimo de 1.500 unidades de cálcio para reduzir o alto risco de osteoporose nos anos subseqüentes.

Entretanto, a correlação efetiva entre osteoporose e doença periodontal ainda necessita de estudos mais aprofundados em ambas as áreas, já que é grande o número de fatores externos que podem estar contribuindo para as duas condições: deficiência nutricional, perda de cálcio, problemas oclusais, dificuldades motoras para remoção de placa bacteriana, dieta mais favorável para bactérias bucais, retração fisiológica do complexo periodontal de suporte, interações medicamentosas são alguns dos pontos que devem ser considerados como excluídos nos grupos a serem criados para avaliação desta possível correlação, que criaria, caso confirmada, novos rumos no tratamento e prevenção de ocorrência destas duas importantes afecções (4,11,9).

Fonte: http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?=230&idesp=19&ler=s

criado por denizeb    14:53:05 — Arquivado em: Curiosidades, Dicas, Odontogeriatria

Odontologia e Medicina: ainda mais próximas

Embora sejam hoje atividades distintas, a Odontologia e a Medicina encontraram-se e apoiaram-se várias vezes ao longo de suas histórias.

Nos últimos anos, várias pesquisas científicas novamente comprovam a importância da colaboração entre médicos e dentistas.

O exemplo clássico é a gastrite, como lembra a dra. Sonia Harari, professora do Departamento de Odontologia Preventiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Já há alguns anos foi comprovado que, se não houver um bom controle da higiene oral, a doença pode reincidir".

Com o avanço das pesquisas, sabe-se agora que as mais de 300 espécies que habitam a flora bucal podem ter uma grande influência para a saúde do organismo. Com isso, a doença periodontal vem sendo relacionada com diversos distúrbios, além da gastrite. O nascimento de bebês de baixo peso é um deles.

Durante cinco anos, o pesquisador norte-americano Steve Offembacker e seu grupo estudaram os fatores de risco para esse problema e acabaram constatando que as gestantes com doença periodontal tinham bebês de baixo peso numa proporção 7,5 vezes maior do que as gestantes que usavam drogas. A conclusão foi que o mecanismo inflamatório produzido pelas toxinas liberadas pela flora subgengival provocaria a contração placentária, afetando os bebês.

Como esses nascimentos representam um custo alto (manutenção neonatal, permanência no hospital, medicamentos, etc), o governo norte-americano decidiu investir nessa linha de pesquisa. "Percebeu-se, dessa forma, a amplitude das questões relacionadas com as doenças periodontais, que foram relacionadas a problemas socioeconômicos e também aos fatores psicológicos", diz a dra. Sonia.

A relação de doenças periodontais com doenças sistêmicas também está sendo estudada atualmente. Um dos trabalhos mais importantes nessa área é o que trata dos fenômenos cardiovasculares, afirmando que as bactérias específicas da doença periodontal ajudariam na formação dos ateromas. Alguns trabalhos mostram que as pessoas infartam mais pela manhã, que é justamente o período do dia quando se faz mais a escovação dos dentes.

Para quem tem doença cardíaca severa, a bacteremia, ou seja, a ida de um grupo de bactérias para a corrente sanguínea fisiológica, provocada pela escovação dental - e inofensiva em indivíduos saudáveis - ajudaria no fechamento final do ateroma. "Novamente, é claro que há outros fatores relacionados, como estresse, vida sedentária e também o uso do cigarro, um fator que provoca ainda a dissimulação da doença periodontal, por provocar a vasoconstricção periférica", lembra a dra. Sonia.

Assim como as doenças periodontais provocam o agravamento das doenças sistêmicas, pode acontecer o contrário, como se supõe ser o caso da diabetes. Trata-se de um círculo vicioso: o diabético tem um hálito mais pesado, mais ácido, e problemas de cicatrização. Se há um grupo bacteriano presente, ele tem menor defesa.

Se esse grupo é mais agressivo, a capacidade de defesa do diabético é menor e a inflamação agrava mais ainda o problema da diabetes, aumentando a inflamação gengival em um ciclo repetitivo. Por isso acredita-se que a doença periodontal pode agravar e descompensar a diabetes. O que os pesquisadores querem saber é se o tratamento da doença periodontal é capaz de controlar a diabetes, ou se é com o controle da diabetes que se trata a doença periodontal.

Outro distúrbio que vem sendo relacionado com a saúde oral é a halitose. As microvilosidades da língua que poderiam abrigar bactérias anaeróbicas, que são as específicas da doença periodontal. Por isso preconiza-se hoje cuidados com a higiene da língua para combater a halitose. No tratamento da doença periodontal, quando não se faz a higiene da língua, a doença pode recidivar porque as bactérias estão abrigadas em seu dorso.

"Por tudo que se vem descobrindo, percebe-se que a questão da doença periodontal é complexa. O mecanismo da doença vem sendo muito estudado e com certeza, no futuro, novas relações surgirão entre a saúde oral e a saúde do organismo", diz a dra. Sonia.

 

Fonte: http://www.odontologia.com.br/noticias_rel.asp?guid=69&id=94

criado por denizeb    13:18:44 — Arquivado em: Curiosidades

Guarda Municipal nao aceita com menos de 20 dentes

Rio: Guarda Municipal não aceita
policial com menos de 20 dentes

O que é preciso para ser policial de uma guarda municipal? Boa formação ética e moral para formar um profissional incorruptível? Grau de instrução e de educação que garanta um atendimento digno à população local e aos turistas? Para a Guarda Municipal do Rio de Janeiro, uma exigência é certa: o edital do próximo concurso do órgão considera “inapto o candidato que possuir menos de 20 dentes, sendo dez em cada arcada”.

O item 3.5 do edital, que determina a quantidade mínima de dentes que o funcionário da Guarda Municipal do Rio de Janeiro precisa ter, deixou uma série de dúvidas nos candidatos a uma das mais de 1.500 vagas do concurso. Não há clareza sobre o motivo da exigência, e não se sabe, por exemplo, se candidatos com prótese ou com mais de 20 dentes, mas sem os da frente, serão aceitos.

Para o presidente do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO/RJ), Afonso Fernandes Rocha, a falta de clareza pode ser interpretada como discriminação. “Vejo isso com muita tristeza. Está completamente longe da realidade brasileira, e esse requisito vai eliminar uma grande quantidade de candidatos”, lamentou.

Veja o edital do concurso em www.rio.rj.gov.br/concursos .

Fonte Jornaldosite

criado por denizeb    13:09:46 — Arquivado em: Curiosidades

29/5/07

Lingua Geográfica

______________________________________________________________________________________

A língua geográfica, também conhecida como eritema migratório e glossite migratória benigna, é uma condição de causa desconhecida. Numerosas teorias tentam relacionar esta doença ao estresse emocional e a infecção fúngicas e bacterianas.

 A língua geografíca também tem sido associada a várias condições diferentes, incluindo a psoríase, a dermatite seborréica, a síndrome de Reiter e, mais recentemente, a atopia.

Em apoio desta última, tem sido observada uma diferença significativa entre a prevalência desta condição em pacientes atópicos portadores de asma intrínseca e renite, e sua prevalência em pacientes com reações negativas de testes cutâneos a vários alérgenos. Os antígenos HLA-B15 podem estar mais comumente associados com um paciente atópico e a língua geográfica.

Glossite migratória benigna ou língua geográfica

Esta afecção da língua, em especial de sua face dorsal, de causa desconhecida e possível padrão hereditário, acomete 1 a 2% da população, em qualquer idade e com predomínio nas mulheres. Caracteriza-se por várias placas eritematosas, despapiladas, circinadas, em geral indolores, com borda esbranquiçada e ligeiramente elevada. Enquanto as papilas fungiformes permanecem intactas e proeminentes, as filiformes se descamam. O aspecto migratório da afecção predomina, evidenciando placas eritematosas que desaparecem de um local da língua e reaparecem em outro .

Na língua geográfica é evidenciada por placas vermelhas, circulares, elípticas, em forma de crescente ou inteiramente irregulares, de margem esbranquiçada ou cinzenta e um pouco saliente, principalmente, no dorso e nas bordas. Varia o número de placas, o tamanho, etc.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

A língua geográfica é encontrada um aproximadamente 2% da população dos Estados Unidos, afetando ligeiramente mais as mulheres do que os homens. Ocasionalmente as crianças podem ser afetadas. Esta condição é caracterizada inicialmente pela presença de pequenas áreas de desceratinização e descamação das papilas filiformes, entre redondas e irregulares.

As áreas descamadas tornam-se vermelhas e ligeiramente sensíveis, com margens elevadas apresentando um anel branco ou branco-amarelado, freqüentemente em padrão circinada.Caracteristicamente o aspecto, quando observado por um período de dias ou semanas, muda de padrão. parecendo desloca-se pelo dorso da língua. À medida que a cicatrização ocorre em uma área, o processo se estende às áreas adjacentes. Existe uma correlação clínica positiva entre língua geográfica e a língua pregueada ou fissurada. O significado desta associação é desconhecido, embora os sintomas possam ser comuns quando a língua fissurada está presente.

Tem sido descritos raros casos de alterações semelhantes da mucosa além do dorso da língua, com envolvimento do assoalho da boca, da mucosa jugal, ou das gengivas. A gravidade dos sintomas varia com o tempo e, amiúde, é indicativa da intensidade da atividade das lesões. As lesões podem desaparecer periodicamente e recidivar sem motivo aparente.

Nos pacientes que apresentam simultaneamente língua fissurada, os sintomas também podem está relacionados com o excesso de crescimento da C. Albicans no interior das fissuras.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Usualmente, o aspecto clínico da língua geográfica é o diagnóstico. É rara a necessidade de biópsia para o diagnóstico definitivo. Nos casos raros duvidosos, o diagnóstico clínico diferencial pode incluir a candidíase, a leucoplasia, o líquen plano e o lupo eritematoso.

TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

Devido à natureza autolimitante e geralmente assintomática desta condição, não é necessário tratamento. Porém, quando existem sintomas, o tratamento tende a ser empírico e sintomático. Os esteróides tópicos, especialmente aqueles que contém um agente antifúngico, podem ser úteis. Tranqüilizar os pacientes, dizendo que esta condição é inteiramente benigna e não pressagia doenças mais grave no futuro, contribuirá para aliviar a ansiedade.

________________________________________________________________________________

Fonte: http://www.odontodicas.com/artigos/lingua_geografica.htm

 

criado por denizeb    13:59:14 — Arquivado em: Estomatologia e Diagnóstico Bucal, Notícias

Lingua Pilosa

_______________________________________________________________________________

ETIOLOGIA

O termo "língua pilosa branca" é inespecífico, clinicamente descritivo, referente a uma condiçao que ocorre na superfície dorsal da língua. Embora a língua pilosa seja geralmente idiopática, existem numerosos fatores predisponentes. O uso de antibióticos de largo aspectro, como a penicilinas e os corticosteróides sistêmicos, é identificado frequentemente na história dos portadores desta condição. Além disso, o uso de bochechos oxigenantes e compostos contendo peróxido de hidrogênio, perborato de sódio, e peróxido de carbamida tem sido citado como possível fator contribuinte desta condição.

A língua pilosa também pode ser encontrada em fumantes inverterados e nas pessoas que foram submetidas a radioterapia de lesões malígnas da cabeça e da região cervical. Acredita-se que o fator básico esteja relacionado com a alteração da flora microbiana acompanhada do crescimento excessivo de fungos e bactérias cromogênicas.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

A alteração clínica está relacionada com hipertrofia das papilas filiformes, com retardo simultâneo da velocidade de descamação. O resultado é a produção de uma superfície com uma cobertura espessa onde ficam retidos resíduos celulares, bactérias, fungos e material estranho. O exame atento permite a identificação das papilas filiformes individuais, que podem ter vários milimetros de comprimento com tendência a estar orientadas paara as bordas laterais da língua.

SINTOMAS

Os sintomas em geral, são mínimos, embora o paciente possa sentir uma sensação de náuseas ou de cócegas, quando o alongamento das papilas torna-se exagerado. Dependendo das condições locais e das bactérias que colonizam a superfície papilar, a cor pode variar do castanho-amarelo ao castanho-escuro ou negro.

DIAGNÓSTICO

Esta lesão, devido às suas características clínicas, é bastante típica, e a biópsia não é necessária para sua confirmação. Os estudos citológicos e a cultura vada acrescentarão de importante à impressão clínica.

TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

Na anamnese, a identificação de um possível fator etiológico, como antibiótico ou bochechos oxigenantes, será útil. A suspensão desses agentes deve resultar no desaparecimento das papilas alongadas em poucas semanas. Nos casos de pacientes que foram submetidos à radioterapia, com xerostomia e flora bacreriana alterada, o tratamento é difícil. A escovação da língua e a higiene bucal meticulosa devem causar certo benefício(aplicação de uma solução de podofilina a1% tem sido descrita como tratamento útil).

É importante salientar para o paciente que este processo é inteiramente benigno e autolimitante, e que, com toda a probabilidade, a língua voltará ao normal após a instituição da limpeza física e da higiene bucal apropriada.

_____________________________________________________________________________

Fonte:  http://www.odontodicas.com/artigos/lingua_pilosa.htm

criado por denizeb    13:39:48 — Arquivado em: Estomatologia e Diagnóstico Bucal, Notícias

15/5/07

Os perigos do piercing

 

__________________________________________________________________________________________

 

Um estudo da Clínica Mayo, com 454 universitários de Nova York, alerta sobre os perigos de usar piercing. Um em cada dez indivíduos pesquisados sofreu infecção. A ferida vira um ninho de bactérias porque leva até nove meses para cicatrizar. Médicos da Universidade de Yale diagnosticaram um abscesso no cérebro de uma jovem que usava o adereço na língua. Quatro tipos de microrganismo que vivem na boca migraram para a cabeça.

Colocar um piercing na língua esconde sérios perigos: aumenta o risco de infecções crônicas e de câncer. Ao fazer biópsia em 60 pessoas que usavam piercing havia pelo menos dois anos, a equipe do dentista Artur Cerri, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Santo Amaro (Unisa), constatou que 40% apresentavam inflamação crônica acentuada na porção da língua em que ficava o adorno.
Do total de voluntários, 12 tinham lesões em estágio mais avançado, com perda da camada de células que recobre a língua e exposição dos tecidos mais profundos. "Em ambos os casos, as lesões podem desaparecer após a retirada do piercing ou podem se transformar em tumor benigno e até maligno", explica Cerri. "O risco de câncer aumenta mais ainda para quem fuma ou bebe", completa. O estudo, feito em colaboração com Plínio Santos, do
Departamento de Patologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), detectou três casos em que os pacientes tinham lesões pré-cancerosas - em outras palavras, que poderiam virar câncer a qualquer momento. Segundo Cerri, a movimentação do adorno metálico na língua é a causa das alterações celulares que podem originar o tumor. "Como as lesões são microscópicas, pode levar muito tempo para que sejam detectáveis a olho nu", diz. - Revista Pesquisa Fapesp nº 81 - Novembro de 2002

Piercings orais associam riscos e resultados prejudiciais. A conseqüência mais óbvia do piercing na boca é a dor, pois o procedimento é feito sem anestesia. O aumento da vascularidade da língua deve causar um edema após a colocação e o risco de um sangramento prolongado, se as veias de sangue são furadas durante os procedimentos da perfuração.

Outra conseqüência séria do piercing na língua é o comprometimento da via respiratória, resultante do inchaço da língua ou da aspiração da jóia. No mais, a jóia intra-oral pode ferir a dentição lascando ou rachando os dentes e impedir a fala, a mastigação ou a deglutição.

Outro resultado prejudicial inclui o aumento do fluxo salivar e ferimento na gengiva.

Nos casos estudados de piercing na língua, os pacientes negaram ter impedimentos na fala causados por suas jóias orais. Contudo, há uma ampla evidência que os objetos na língua podem interferir na fala, nos dentes próximos e na mastigação. Estas interferências podem resultar de uma batida acidental ou de um contato inadvertidamente traumático com os dentes durante a fala ou a mastigação.

Os piercers não são licenciados e freqüentemente aprendem a colocar os piercings por eles mesmos, vendo outros piercers ou assistindo fitas de vídeo. Os piercers devem seguir os padrões de controle de infecções para prevenir a transmissão de doenças como hepatite, HIV, herpes, Cândida ou vírus Epstein-Barr.

As estruturas orais perfuradas apresentam um alto risco de infecção por causa da grande quantidade de bactérias na boca.

 Alguns profissionais de saúde enfatizam os perigos de infecção e a formação de cicatrizes após o piercing. Outro resultado prejudicial da perfuração intra-oral inclui a hipersensibilidade a metais e a introdução de corpos estranhos no local perfurado, tais como restos de comida e células descamadas da mucosa. Os dentistas precisam ser avisados do aumento do número de pacientes com piercing na boca e devem estar preparados para tratar problemas dentais, tais como prejuízo dos dentes e gengivas e risco de infecção oral, que podem surgir como resultado de uma perfuração.

Os dentistas também precisam preparar orientações para os pacientes que têm body piercing na boca.

Entendendo os termos:
.
Body Piercing - literalmente, perfuração no corpo. A jóia colocada também pode ser chamada assim, ou apenas piercing.

Piercer - profissional que aplica o body piercing.

Barbell - modelo de jóia colocada na língua

NO BRASIL…

Aqui no Brasil, o body piercing não é um costume tão novo assim. Os índios da Amazônia já tinham o hábito de colocar piercing no lábio inferior. Para eles, a colocação desse piercing significava a passagem da infância para a idade adulta, ou mesmo a identificação com o seu grupo.

O piercing na língua, no lábio superior e na bochecha foram inventados pelas sociedades modernas ocidentais. Embora seja um costume antigo, faz pouco tempo que o body piercing chegou até o Brasil de hoje, em São Paulo a clínica mais antiga tem seis anos.

A Body Piercing Clinic, segundo o piercer, Andre Meyer, é autorizada pela Secretaria da Saúde de São Paulo, todos os instrumentos usados são descartáveis e as jóias são importadas. As jóias são anti-alérgicas, confeccionadas em aço cirúrgico, titânio, nióbio, ouro e nylon, esta última para quem tem alergia a metais.

Com relação ao piercing feito na boca, Meyer contou que nunca teve reclamações. Ele orienta seus clientes a procurá-lo em caso de infecções ou inflamações e qualquer problema ele indica um dentista que poderá ajudar. Além de possíveis fraturas nos dentes, a discriminação e o preconceito também podem provocar problemas para aqueles que apenas desejam destacar-se da multidão.

O texto original em inglês foi feito por Shelia S. Price e Maurice W. Lewis.
Shelia Price é professora titular do departamento de Serviços de Diagnóstico da escola de Odontologia da Universidade da Virgínia
do Oeste, P.O. Box 9465, Morgantown. Maurice Lewis é professor assistente do mesmo departamento.

Leia mais em:
http://www.renovada.org.br/rev12m.htm

______________________________________________________________________________________________

Fonte: http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/abr2003/piercing.html

criado por denizeb    13:22:17 — Arquivado em: Sem categoria

17/4/07

BOCA SECA … Fique por dentro!!!

______________________________________________________________________________________________________

Provavelmente, todo mundo já deve ter sentido a boca seca pelo menos uma vez na vida, como em um momento de stress ou ansiedade. Isto é absolutamente normal. No entanto, existem pessoas que sentem a boca seca constantemente, apresentando grande desconforto e redução na qualidade de vida. Na grande maioria das vezes, esta sensação de boca seca (chamada de xerostomia) é o resultado de uma diminuição da quantidade de saliva (hipossalivação), mas é possível que haja apenas uma alteração na sua composição.

Qual a composição da saliva?

A saliva é composta por 99,5% de água. O restante é constituído por íons (cálcio, fósforo, flúor, zinco etc.) e várias proteínas, entre elas enzimas e imunoglobulinas (anticorpos).

Qual a função da saliva?

A grande concentração de água presente na saliva lhe confere uma das suas principais funções, que é logicamente a de umidificar a mucosa da boca e orofaringe (garganta), como também os alimentos, facilitando a mastigação e a deglutição. No entanto, essas não são suas únicas funções.

A saliva impede o atrito entre a mucosa oral e outras estruturas (como dentes, próteses e alimentos) durante a mastigação e a fala. Isto acontece pela ação das proteínas chamadas mucinas que fazem a lubrificação das estruturas da boca e orofaringe. Além disso, a saliva é importante para o paladar e auxilia no início da digestão dos alimentos, pela ação de enzimas, como a amilase salivar (ptialina) que quebra o amido em glicose.

Uma outra característica da saliva é a prevenção de infecções, já que ela apresenta vários componentes (como enzimas e anticorpos) com ação contra bactérias, vírus e fungos. A própria ação mecânica do fluxo salivar remove microorganismos e restos alimentares, fazendo uma “lavagem” da boca. A saliva também tem propriedades cicatrizantes.

Outra importante função é a neutralização dos ácidos formados a partir da fermentação de carboidratos pelas bactérias que causam a cárie. A saliva, portanto, tem uma função de proteção dos dentes contra a cárie.

Quais as causas da diminuição da salivação?

Existem várias doenças ou condições que podem reduzir temporariamente ou de forma permanente o fluxo salivar:

1) Uso de medicamentos
2) Baixa ingestão de líquidos
3) Stress emocional
4) Ansiedade
5) Consumo de drogas
6) Diabetes
7) Síndrome de Sjögren
8) Radioterapia para tratamento de câncer de cabeça e pescoço
9) Infecção pelo HIV (vírus da AIDS)
10) Infecção pelo HCV (vírus da hepatite C)
11)  Fumo e álcool
12) Tipo de dieta alimentar
13) Etc.

Quais as conseqüêncas da diminuição da salivação?

A diminuição da quantidade da saliva pode causar:
1) Sensação de boca seca
2) Halitose (mau hálito)
3) Dificuldade para falar, mastigar e engolir os alimentos e a própria saliva
4) Necessidade de ingerir líquidos durante a alimentação
5) Dificuldade para sentir o gosto dos alimentos
6) Gosto amargo na boca
7) Saliva viscosa, espessa ("grossa") e espumosa
8) Sensação de ardência na boca, principalmente na língua
9) Língua com fissuras ("rachada") e com atrofia das papilas (lisa, "careca")
10) Dificuldade para usar próteses dentárias
11) Ulcerações (feridas) freqüentes
12) Maior tendência a infecções orais, como cáries, candidíase (um tipo de infecção fúngica)
13) Lábios ressecados
14) Sensação de pigarro e garganta seca
15) Etc.

Qual o tratamento para a diminuição da salivação?

Primeiramente, é necessário um bom exame clínico e a realização da sialometria, que é um exame que mede a quantidade de saliva, para que seja avaliado o grau de diminuição salivar. A partir desses dados, é escolhido o tratamento mais adequado. O aumento da produção de saliva pode ser conseguido através de técnicas para estimulação salivar e uso de medicamentos. Há ainda a possibilidade de usar substitutos da saliva. Se a causa for o uso de algum medicamento, pode-se considerar, juntamente com o médico do paciente, a substituição deste.

Referências Bibliográficas:

GUGGENHEIMER J. Xerostomia: etiology, recognition and treatment. J Am Dent Assoc, 134 (1): 61-69, 2003.

NIEUW AMEROUGEN A.V., VEERMAN, E.C.I. Saliva - the defender of the oral cavity. Oral Dis. 8: 12-22, 2002.

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fonte: http://www.karingoncalves.com.br/bocaseca.htm

criado por denizeb    10:44:36 — Arquivado em: Curiosidades, Dicas, Estomatologia e Diagnóstico Bucal, Higiene Oral

11/4/07

Saúde Oral e Seus Efeitos na Saúde Geral

__________________________________________________________

**Dr.Edgar Schmidt
*Walter A. Bretz

_________________________________________________________

No final do século passado, e no início deste século, alguns pesquisadores atribuíam, de uma maneira empírica, uma certa melhora nos casos de artrites de seus pacientes, a uma melhora nas condições orais do paciente. Em termos mais técnicos, após a extração de dentes com problemas ou infecções, ou seja, com a remoção do foco de infecção na cavidade oral, foi constatada uma melhora em locais distantes da cavidade oral, como nos casos de artrites das articulações do corpo humano. Este tipo de intervenção, óbviamente, não mereceu muita atenção da comunidade científica naquela época.

Este conceito, agora completando seu centenário ficou adormecido por anos e anos. Com os avanços da epidemiologia médica, da biologia oral e das técnicas de biologia molecular, este conceitos foram ressucitados a partir do início da década de 90.

O que parecia no passado ilógico e empírico, hoje em dia faz lógica, só que agora com respaldo científico. Sendo assim, não é inconcebível associar a boca ao corpo humano, e, por conseguinte, associar infecções presentes na boca, tais como a cárie dental e a as doenças periodontais (gengivais), à condições sistêmicas presentes no hospedeiro.

O que o leigo, via de regra, precisa entender, é que os cuidados para com a saúde oral, vão além da cavidade oral. Se alguém está preocupado (a) em lidar com problemas periodontais e por conseguinte evitar a mobilidade do dente, ou eventual perda do dente, esta é sem dúvida uma preocupação real. No entanto, a simples preservação do dente com saúde pode ter implicações mais profundas na saúde geral daquele indivíduo.

Mais de 400 espécies bacterianas habitam nossa cavidade oral. Algumas destas espécies podem habitar os nichos formados pelo encontro da gengiva, do dente, e do osso que circunda e suporta o dente. Quando algumas destas bactérias entram na corrente sanguínea, elas produzem uma série de fatores, enzimas, produtos metabólicos, etc, os quais podem induzir a agregação de plaquetas, assim como estimular reações inflamatórias e imunológicas no hospedeiro, mecanismos estes, os quais estão associados com o desenvolvimento de doenças cárdio-vasculares e de derrames cerebrais.

Existe, na atualidade, um literatura extensa laboratorial, em animais, em humanos, e de estudos epidemiológicos, confirmando estas associacões entre doenças periodontais e doenças cárdio-vasculares. Na verdade, pacientes portadores de doenças periodontais tem duas vezes e tres vezes, respectivamente, o risco aumentado para desenvolver doenças cárdio-vasculares e derrames cerebrais quando comparados com pacientes com saúde periodontal. É importante frisar que nestes estudos foi levado em consideração todos os outros fatores de risco para as doenças cárdio-vasculares e derrames cerebrais.

Outros estudos mais recentes evidenciaram que o controle das doenças periodontais é importante para o controle metabólico da diabetes. Da mesma forma, o controle das doenças periodontais em mães gestantes é fundamental para evitar o nascimento prematuro de seus futuros bebes.

O que fazer então? É fundamental que as doenças periodontais sejam tratadas como infecções, ou seja, existe a necessidade de se diagnosticar a partir de uma amostra de placa dental o tipo de infecção presente na placa dental que se acumula abaixo das margens da gengiva, e por conseguinte eliminar esta placa com um antibiótico específico associado ao tratamento periodontal convencional. Outra possibilidade é a de se efetuar profilaxias rotineiras pelo profissional para se remover a placa dental acumulando na superfície do dente que nem sempre é visivel ao leigo. E, finalmente, efetuar procedimentos de higiene oral diários com o uso de escova de dente, creme dental e, principalmente, do fio dental. Sendo assim, uma vez que controla-se o acúmulo de bactérias nas superfícies dos dentes, entre os dentes e abaixo das margens gengivais, existe uma possibilidade menor destas bactérias entrarem na corrente sanguínea a provocarem reações sistêmicas no hospedeiro.

__________________________________________________________
**Dr. Edgar Schmidt
Rio de Janeiro, Brasil
eschmidt@alternex.com.br

*Walter A. Bretz
University of Pittsburgh
School of Dental Medicine
Pittsburgh, Pennsylvania, EUA
wab2+@pitt.edu

criado por denizeb    10:49:27 — Arquivado em: Curiosidades, Periodontia

10/4/07

A gravidez afeta a saúde dos dentes?

___________________________________________________________________
Yvonne Buischi* e Carolina Botelho**

**Carolina Botelho é especialista em odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da UNIP e membro do Per Axelsson Oral Health Promotion Center – São Paulo.

*Yvonne Buischi é especialista em periodontia pela Faculdade de Odontologia da UNICAMP, doutora em bioquímica pela USP, professora associada ao Centro de Odontologia Preventiva de Karlstad - Suécia, ex-presidente da Associação Brasileira de Odontologia Preventiva, consultora da Organização Mundial da Saúde e diretora do Per Axelsson Oral Health Promotion Center – São Paulo.

___________________________________________________________________

Evitar alimentos açucarados e cuidar adequadamente dos dentes impedem que a saúde bucal da futura mãe piore na gravidez.

Não, o dito popular “a cada gravidez se perde um dente” não é verdadeiro. Embora a piora da condição de saúde bucal seja freqüentemente observada durante a gravidez e logo após o nascimento da criança, a gravidez por si só não provoca problemas nos dentes nem nas gengivas.
As alterações hormonais que ocorrem na gravidez só aumentam os sinais de uma inflamação já existente na gengiva. Portanto, se no início da gravidez a gengiva estiver sadia e a limpeza adequada dos dentes for mantida durante este período, a gengiva não ficará inflamada. Por outro lado, pesquisas recentes mostram que gestantes com um tipo de doença de gengiva chamado de periodontite (além de a gengiva estar inflamada também o osso que suporta o dente é reabsorvido) têm maior chance de dar à luz bebês prematuros e de baixo peso.
A gravidez também não enfraquece os dentes, pois o cálcio não é retirado dos dentes da mãe pelo feto. A gestante está mais sujeita a ter cáries porque come com mais freqüência, geralmente dando preferência a alimentos que contêm açúcar, como bolachas e doces (mais açúcar para as bactérias produzirem cáries). Além disso, descuida da limpeza dos dentes (acumulando mais bactérias da cárie).
A futura mãe deve aproveitar este período para desenvolver novos hábitos de alimentação, evitando alimentos açucarados, o que só trará benefícios, como a diminuição do risco de ter cáries e o controle de peso. O açúcar natural dos alimentos é suficiente para suprir as necessidades da gestante e as do bebê. Além disso, é essencial limpar diariamente os dentes com fio/fita dental e escova macia, utilizando creme dental com flúor.
Os cuidados com a saúde bucal do bebê devem começar já durante a gravidez, com o objetivo de educar para a saúde não só a futura mãe, mas toda a família. A educação para saúde é uma arma importante para o controle e prevenção das doenças que afetam os dentes. A gravidez parece ser o período mais apropriado para se iniciar este processo. Neste momento, os futuros pais e principalmente a futura mãe estão predispostos a mudanças e a grandes esforços em favor do filho que está para nascer, o que facilita a obtenção de resultados positivos, não só para a saúde geral mas também para a saúde bucal.
Com a estética, incluindo um sorriso branco e atraente, em alta, é importante lembrar que nada é mais bonito do que uma boca saudável, sem cáries e sem doenças da gengiva. Nenhum tratamento odontológico, por mais sofisticado que seja, produz resultados melhores e a menor custo do que manter a saúde bucal.

Fonte: ISTOÉ Gente – outubro de 2003.

criado por denizeb    16:05:30 — Arquivado em: Curiosidades, Gestantes, Higiene Oral, Notícias

Complicações bucais no tratamento quimioterápico.

_______________________________________________________________ 

Flávia Travaglini

_______________________________________________________________

Dentre as condutas utilizadas para o tratamento do câncer, a quimioterapia e a radioterapia são responsáveis por inibirem o crescimento ou destruírem totalmente as células neoplásicas. No entanto, essas terapias não diferenciam as células neoplásicas das células normais que se proliferam rapidamente, como as mucosas da boca ou da medula óssea, por exemplo.
"A quimioterapia é uma modalidade de tratamento sistêmica, pois produz efeitos orgânicos gerais, principalmente no trato gastrointestinal, agravando condições bucais pre-existentes", explica o chefe da Seção de Estomatologia do Instituto Nacional do Câncer - Inca, Marcos Caminha Monteiro.
Assim como a radioterapia, a quimioterapia causa, entre outros efeitos colaterais, xerostomia (boca seca) e mucosite, que é a degeneração progressiva do epitélio de revestimento das mucosas. "Em casos avançados (estádio IV), a mucosite se apresenta sob a forma de inúmeras lesões ulceradas, o que significa uma possível porta de entrada para infecções sistêmicas, que podem ser letais", afirma Monteiro. "Devido às condições hematológicas desfavoráveis como a leucopenia, por exemplo, infecções secundárias (candidíase) estão muitas vezes presentes."
Segundo o coordenador do Serviço de Medicina Bucal do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, Henry Bittar Bufarah, aproximadamente 40% dos pacientes tratados com quimioterapia podem precisar do tratamento odontológico. Estes, normalmente, são os pacientes que fazem o tratamento contra tumores sólidos.
Os pacientes submetidos à quimioterapia de alta dose, para combater cânceres no sangue, por exemplo, ficam internados e cerca de 60% deles tem mucosite até graus três e quatro, que são os piores tipos na escala WHO. "Se for transplante de medula, pode-se dizer que 75% deles tem mucosite de graus três ou quatro. Isso quer dizer que quase toda a população internada com este problema vai precisar de um Cirurgião-Dentista", diz Bufarah.
As chances de a quimioterapia causar danos à cavidade oral acentuam-se dependendo da idade do paciente. De uma maneira geral, 40% dos pacientes submetidos ao tratamento de quimioterapia desenvolvem esses efeitos na boca, passando para mais de 90% quando aplicada a crianças com menos de 12 anos. Embora os pacientes dessa faixa etária tenham tendência a desenvolver tumores malignos que causam alterações bucais por si sós, também parece provável que o elevado índice mitótico das células da mucosa da boca seja um fator adjuvante nesse grupo etário. Além disso, doenças malignas do sangue, como leucemia e linfoma, também podem estar associadas a uma grande freqüência de complicações bucais, assim como os neoplasmas do trato gastrointestinal.
Para Monteiro, o papel do Cirurgião-Dentista nesses casos é fundamental para evitar que essas alterações e complicações bucais ocorram e, caso se manifestem, tratá-las. "A quimioterapia deverá ser iniciada concomitantemente com aplicações diárias de laser de baixa intensidade de potência, produzindo, assim, um efeito biológico positivo (processo chamado bioestimulação), evitando o aparecimento das mucosites orais", recomenda. Vários estudos realizados no mundo, segundo o chefe da Seção de Estomatologia do Inca, mostram a eficácia comprovada do laser low intensity ou soft laser. Os efeitos bioestimuladores desse tipo de laser atuam nos citocromos mitocondriais, resultando em produção de ATP, aumentando o metabolismo celular (propriedade de cicatrização).
"Alguns estudos incluem propriedades anti-inflamatórias pela diminuição de secreção de prostaglandina, que possui também efeito anti-edematoso baseado na dilatação dos vasos linfáticos, na redução da permeabilidade dos vasos
sangüíneos e, principalmente, a diminuição imediata da dor – pelo mecanismo da modulação de nocioceptores, modificando a ação dos impulsos nervosos e da secreção de beta-endorfinas e encefalinas", relata Monteiro. "Também fazemos uso de substâncias como enzimas antibacterianas específicas, como lisozinas, lactoperoxidase e glicose oxidase, sem álcool, evitando injúria celular e quadros infecciosos."
Aproximadamente uma semana ou 15 dias após a sessão de quimioterapia, o paciente entra em imunossupressão, que é a queda da resistência. Nesse período, qualquer foco de infecção odontogênica ou periodontal preexistentes pode representar um grande risco de o paciente desenvolver infecções bucais. "Para cada tipo de tumor existe um protocolo, tanto de drogas como do número de ciclos. Todos eles levam à imunossupressão.
Todos levam a uma queda de resistência do organismo", explica o titular do Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer, Marcos Martins Curi. "No pico maior de imunossupressão, aquele quadro que estava sendo controlado naturalmente pelo organismo pode se alastrar ou se agudizar. Essas infecções agudizadas podem levar à bacteremia." Em alguns desses casos, o paciente precisa ser internado, o que representa um aumento no custo do tratamento, alteração na qualidade de vida e aumento nas chances de óbito.
Muitas das complicações bucais vindas da quimioterapia são tão agudas e complexas que chegam ao ponto de interromperem o tratamento oncológico. "É sempre bom tentar prevenir para não ter de interromper um tratamento", aconselha Curi. E a prevenção só é feita com o atendimento odontológico antes do início do tratamento de oncologia. "Geralmente, o atendimento odontológico prévio não visa a tratar tudo." O que o Cirurgião-Dentista deve fazer nessa fase é apenas tratar as possibilidades de infecções dentárias, como tratamentos endodônticos ou cáries mais extensas. "Essa abordagem odontológica antes do tratamento visa à parte mais urgente, que representa risco de infecção para o paciente. O restante pode ser feito durante o tratamento de quimioterapia, entre os ciclos."
Mas, em alguns tipos de câncer, como o linfoma de Hodgkin (que apresenta uma evolução muito rápida), o tratamento começa imediatamente após o diagnóstico e não há tempo para o atendimento odontológico prévio. Nesse caso, é iniciado o tratamento oncológico e, quando o paciente melhorar, terá uma resposta a esse tratamento; então, entre um ciclo e outro, será o momento adequado de haver uma intervenção para o tratamento odontológico.
Dentre os efeitos colaterais causados na boca de crianças submetidas ao tratamento quimioterápico, podem ocorrer alterações na formação dos ossos da maxila e da mandíbula e de odontogênese, porque é uma fase em que todos os tecidos, os dentes e os ossos estão se formando. "Dependendo das seqüelas, a mais comum é não formar dentes, dependendo da idade da criança e da gravidade dessas alterações, as reabilitações são feitas mais tardiamente e não nesse momento. O grande desafio hoje é fazer essas reabilitações. Uma das possibilidades que nós temos é reabilitar a parte dentária com implantes osseointegrados. É uma boa alternativa para a reabilitação de pacientes jovens", conclui Curi.
Um dos efeitos colaterais da quimioterapia de grande relevância para a Odontologia, embora raro, representando apenas cerca de 6% das complicações bucais, é a neurotoxicidade, pois o envolvimento dos nervos bucais pode causar dor odontogênica, o que é bastante semelhante à dor da pulpite. Esses sintomas, freqüentemente, desaparecem com a suspensão das drogas.

_____________________________________________________________

Fonte: Jornal da APCD – janeiro de 2003.

criado por denizeb    16:01:44 — Arquivado em: Curiosidades, Laserterapia, Notícias

Ronco e apnéia do sono

________________________________________________________________________________________

Dr. Luiz Roberto Godolfim – CRO 3080
Ortodontista e Ortopedista Funcional dos Maxilares

________________________________________________________________________________________

O Ronco e a Síndrome da Apnéia do sono tem sido muito discutido no Brasil e no mundo na atualidade. Este problema, além dos transtornos sociais e psicológicos, trás conseqüências físicas para o paciente (hipertensão, arritmias cardíacas e AVC).

A Apnéia do sono é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela flacidez dos tecidos da garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, varias vezes por noite, e o ronco é a vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa.

Esses problemas são freqüentes no homem a partir dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa.

Recentemente o tratamento através de aparelhos orais, tem ganhado importância no tratamento desses problemas, pela facilidade de adaptação e eficácia dos aparelhos, que vem ganhando espaço como uma das principais formas de tratamento para estes problemas. Estes aparelhos são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. Existem algumas limitações que precisam ser avaliadas, muitas vezes com o auxílio do médico de sono e da polissonografia, que é um exame onde a pessoa dorme na clínica uma noite, sendo monitorada em todos os aspectos do seu sono.

Os principais sintomas da apnéia do sono são o ronco e a sonolência diurna excessiva. O ronco é um também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc…

Estando trabalhando com estes aparelhos desde 1998, e tendo sido pioneiro aqui em Florianópolis, selecionei as perguntas mais comuns e descrevo abaixo:

1. Qualquer pessoa pode usar este aparelho?

Não, existem algumas limitações para o uso do aparelho que podem ser:

• Impossibilidade de reter o aparelho na boca. Pacientes que têm poucos dentes ou usam próteses extensas, principalmente dentaduras ou próteses removíveis, podem ter dificuldade em reter o aparelho na boca, devendo o caso ser bem avaliado antes de se indicar o aparelho. Pessoas com problemas periodontais severos, em que os dentes apresentam mobilidade acentuada, e pessoas portadoras de prótese total INFERIOR não têm condições de usar o aparelho, pois nesses casos é impossível reter o aparelho na boca.
• Casos em que a perspectiva de bons resultados é pequena. Pacientes muito obesos ou com índice de apnéia muito acentuado (acima de 40) precisam ser bem avaliados pois a perspectiva de resultados é mais pobre, devendo-se optar por outro tipo de tratamento, ficando o aparelho como uma segunda opção ou para ser usado em conjunto com outros tratamentos.
• Nos casos em que o paciente tem problemas na Articulação (ATM) da mandíbula (dor, estalos ou desvios), pois o aparelho pode agravar estes problemas.

2. Como devo proceder para fazer o aparelho?

Em primeiro lugar é preciso marcar uma consulta de avaliação, onde veremos as condições para a colocação do aparelho, se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exame com o médico de sono ou otorrinolaringologista, também é avaliada a condição dentária onde verificamos possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho. Após está consulta que iremos então dar início à confecção do aparelho.

3. Como o aparelho funciona?

O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo a mandíbula firmemente nessa posição. O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta de “estiquem” aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar.

4. O uso do aparelho “cura” o ronco e a apnéia?

O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo a mandíbula firmemente nessa posição. O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta de “estiquem” aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar.

 
Não,o aparelho não produz nenhuma mudança física no paciente, resolvendo o problema apenas enquanto estiver sendo usado, é mais ou menos como os óculos, que corrigem a visão mas não modificam o olho.

5. Porque é precisamos nos preocupar com a apnéia?

Apesar do ronco ser o problema mais incômodo, a apnéia do sono é o problema mais importante e precisamos nos preocupar com ela, pois ela afeta vários órgãos do nosso corpo, principalmente o coração, onde aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral

6. Posso morrer sufocado numa crise de apnéia?

 
Não, pois o cérebro controla o nível de oxigênio e gás carbônico no sangue e quando eles se alteram a pessoa acorda e volta a respirar. A apnéia não mata, mas aumenta muito a chance de desenvolver doenças que matam como o infarto do coração e os derrames cerebrais.

7. Porque é preciso fazer a polissonografia e o que é esse exame?

 
A polissonografia é o exame que é feito na clínica de sono, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do seu sono, contrações musculares, problemas respiratórios e cardíacos entre outros, é necessário para se detectar a apnéia do sono. É através da polissonografia que se pode medir se o paciente tem uma apnéia leve, moderada ou grave, também podemos verificar se existem outros distúrbios do sono que tem sintomas parecidos com a apnéia, mas tratamentos diferentes, também para que possamos avaliar os resultados do tratamento fazendo uma antes e uma depois para comparar os resultados.

______________________________________________________________________________
Fonte: http://www.webodonto.com/odontologia/artigos/ronco_apneia_aparelho.htm

criado por denizeb    15:40:22 — Arquivado em: Curiosidades, Notícias

27/3/07

Sistema Invisalign

Este assunto está sendo abordado no blog devido a pedidos de informações sobre novas técnicas ortodônticas. De forma alguma, este blog visa sugerir tratamentos. Este blog visa ,unicamente ,informação.

Denize Souza - Autora do Blog

__________________________________________________________

O Que é Invisalign®?

Invisalign® é a maneira invisível de corrigir seus dentes sem aparelhos fixos.
Invisalign® usa uma série de alinhadores transparentes removíveis para corrigir seus dentes sem fios de metal ou suportes.
Invisalign® têm comprovado sua eficácia em pesquisas clínicas e na prática ortodôntica por todo o país. De fato, mais de 70% de todos ortodontistas dos Estados Unidos são certificados para tratar seus pacientes com Invisalign®.

Como Invisalign® Funciona?

Você usa cada conjunto de alinhadores por cerca de 2 semanas, removendo-os somente para comer, beber e em sua higiene bucal.
Como você substitui cada alinhador com o próximo da série a cada 15 dias, seus dentes irão mover-se - pouco a pouco, semana por semana - até eles estarem alinhados à posição final prescrita por seu ortodontista.
Você irá visitar seu ortodontista cerca de uma vez a cada 4 semanas para assegurar que seu tratamento está progredindo conforme planejado.
O tempo total de tratamento é em média de 9-15 meses e a média de alinhadores usados durante o tratamento está entre 18 e 30, mas este número variará caso a caso.

Como são feitos os Alinhadores?

 Você ficaria Surpreso…
Os alinhadores são feitos através da combinação da experiência de ortodontistas e tecnologia de imagem computadorizada 3-D. 

A Tecnologia que Suporta Invisalign®

Você pode imaginar o que acontece entre o momento em que o seu ortodontista tira as impressões de seus dentes até o momento em que você recebe os seus alinhadores.

O que à de mais moderno e avançado em tecnologia de computação está no comando de todo o processo. De fato, o processo Invisalign de manufatura, customizado e em alta escala, é o primeiro da sua espécie no mundo.

Para garantir um alto grau de acuracidade na seqüência de todo o processo, impressões de alta definição(PVS) são tiradas de suas arcadas dentárias pelo seu ortodontista.

Seu ortodontista remete para nossa fábrica suas impressões que serão usadas para criar moldes de gesso de alta precisão de seus dentes.

Usando avançada tecnologia de imagens, Invisalign® transforma os moldes de gesso em imagens digitais tridimensionais de altíssima definição.

Um filme computarizado chamado ClinCheck simula a movimentação de sua dentição do inicio ao final do tratamento. Mostrando como ela estava, e como ficar ,quando completado.

Após usar todos os pares de alinhadores e completar o tratamento, você conseguirá o sorriso maravilhoso que sempre procurou.

Toda a seqüência de alinhadores, customizados especialmente para seus dentes, é feita em cima destes moldes acrílicos. Serão enviados de uma só vez ao seu ortodontista que os liberá na seqüência do tratamento. Você usa cada par de alinhadores por 15 dias.

Das imagens aprovadas no ClinCheck, Invisalign® gerará através de um avançadíssimo sistema de escaneamento a laser chamado de estereolitografía, moldes acrílicos individuais.

Usando a Internet, seu ortodontista revisará o ClinCheck, e se estiver consistente com o diagnóstico inicial e plano de tratamento, dará a sua aprovação e disparará o inicio da fabricação dos alinhadores.

ATENÇÃO

PARA MAIORES INFORMÇÕES ACESSE:

Fonte: HTTP://WWW.INVISALIN.COM.BR

 

criado por denizeb    13:20:38 — Arquivado em: Curiosidades, Ortodontia

Uma revolução na Ortodontia

A maneira invisível e higiênica de corrigir os dentes, sem o uso de bráquetes.

___________________________________________________________

Se você tem dentes desalinhados, mas se recusa a resolver o problema porque não se imagina com um sorriso metálico, uma boa notícia. Já existe um aparelho ortodôntico totalmente invisível.

 O aparelho denominado Invisalign é, na verdade, transparente e praticamente imperceptível. Invisalign pode lhe dar o sorriso bonito que sempre quis.

Desenvolvido a partir de avançadas técnicas de computação, o método é composto por uma série de aparelhos personalizados, chamados alinhadores, usados seqüencialmente pelo paciente para produzir o movimento extensivo dos dentes nas arcadas superiores e inferiores. Os alinhadores são confortáveis, transparentes e removíveis que, trocados quinzenalmente, vão progressivamente alinhar seus dentes, sem que ninguém note que você está usando. Além de não comprometer o sorriso, o aparelho apresenta vantagens no quesito higiene.

O paciente retira o aparelho para comer, escovar os dentes e passar o fio dental. O Invisalign não é indicado para todos os casos, ele funciona para uma grande faixa de pessoas com apinhamentos leves e moderados, ou com espaçamentos. O sistema também funciona para pessoas cujos dentes tenham se movimentado após o uso de aparelhos ortodônticos convencionais.

 É recomendado o uso constante, dia e noite, e a duração do tratamento depende da complexidade do caso, que determina o número de alinhadores que você deverá usar.

Quanto custa Invisalign? Assim como no método tradicional, o custo depende da complexidade do caso e na duração do tratamento.

Segundo a Dra. Danielle Freitas, ortodontista da Orthoclin, a vantagem do Invisalign consiste na estética e remoção do aparelho. "É interessante para quem vive da imagem, por exemplo, e não pode colocar um aparelho fixo". Não é a toa que muitos dentistas consideram o Sistema Invisalign a "lente de contato dos dentes". Para conhecer o fundamento e começar este avançado tratamento ortodôntico, contate um ortodontista devidamente certificado e credenciado no Sistema Invisalign, e marque uma consulta.

Maiores informações: (22) 3055.0728.

Fonte:  www.jornalmaniadesaude.com.br/msaude/#

 

criado por denizeb    13:02:03 — Arquivado em: Curiosidades, Ortodontia

22/1/07

Osteoporose e o Dentista

De acordo com a matéria os dentistas podem detectar a osteoporose automaticamente. A osteoporose afeta quase 15% das mulheres ocidentais na faixa etária dos 50 anos, 22% na casa dos 60 anos e 38,5% das septuagenárias. A seriedade do problema se acentua com o aumento da expectativa de vida global, inclusive em países subdesenvolvidos. No Velho Continente, o problema é visto com maior gravidade ainda. Pensando nisso, pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade de Manchester criaram um meio de identificar portadores de osteoporose através de simples radiografias odontológicas. Os professores Keith Horner e Hugh Devlin coordenaram um estudo de três anos em colaboração com as universidades de Atenas (Grécia), Malmo (Suécia), e Leuven e Amsterdã (Países Baixos). O objetivo do consórcio era desenvolver uma abordagem automatizada para detector a doença. As descobertas do grupo foram publicadas na versão on-line do jornal Bone, da editora Elsevier. O grupo projetou um software para detectar a osteoporose durante exames radiológicos dentais rotineiros, que mede automaticamente a espessura da maxila inferior. O programa detecta córtex de maxila com larguras menores do que 3 milímetros – um indicador-chave de osteoporose – durante a radiografia. “Esta abordagem acessível, simples e automática pode ser realizada por dentistas durante as radiografias de rotina, e a margem de acerto é muito boa com um especialista envolvido.” Devlin argumenta que a técnica não oferece trabalho extra para o dentista. Com esta simples ferramenta adicional, e fazendo profissionais trabalharem em conjunto, cerca de dois entre cinco portadores que passam por radiografias podem ser identificados. “Estamos muito entusiasmados com nossas descobertas. O próximo passo será um fabricante de equipamento de raios x integrar o software nos produtos. E uma vez que for disponibilizado para os dentistas, esperamos que a atenção primária opte por ele”, afirma o cientista. Ele torce também para que o teste encoraje as mulheres idosas a visitar o dentista com maior regularidade.

Fonte:  Jornal do Site Odonto - Ed.114_12/01/2007

 
criado por denizeb    21:43:42 — Arquivado em: Curiosidades, Estomatologia e Diagnóstico Bucal
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://denize.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.